Ler pouco não é falhar como leitor
Existe uma culpa silenciosa que ronda muitos leitores. Ela surge quando alguém pergunta: “Quantos livros você leu esse ano?” Quem nunca perguntou ou quem nunca ouviu?
Ela cresce ao ver metas inalcançáveis, pilhas intermináveis e leituras exibidas como troféus nas redes sociais. E, aos poucos, essa culpa convence pessoas de que ler pouco é sinônimo de fracasso. Mas não é! Já escrevi em outro artigo que a leitura não é uma competição, a literatura nunca foi sobre velocidade, números ou rankings. Ela nasce do encontro entre texto e leitor, e encontros não seguem cronômetros.