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8 de jun. de 2026

Resenha: Morte Súbita - J.K. Rowling

 Resenha: Morte Súbita - J.K. Rowling - Viajante Literária

Avaliação: ★★★★☆ (4.0)
Classificação: +16
Gênero: Romance, Literatura fantástica, Humor ácido, Tragicomédia
Ano: 2012 / Páginas: 501
Editora: Nova Fronteira

Depois de conquistar milhões de leitores com o universo mágico de Harry Potter, J.K. Rowling surpreende ao mergulhar em uma narrativa completamente diferente em Morte Súbita. Aqui, não existe magia, heroísmo ou aventuras fantásticas. O que encontramos é algo talvez ainda mais cruel: pessoas reais, relações destruídas e uma cidade consumida por hipocrisia, preconceito e ambição. E um pouco mais.

RESENHA

A trama começa com a morte inesperada de Barry Fairbrother, membro importante do conselho paroquial de Pagford. A partir desse acontecimento aparentemente simples, Rowling constrói um efeito dominó que revela os segredos mais obscuros dos moradores da pequena cidade. O que parecia um vilarejo pacato logo se transforma em um campo de batalha silencioso, onde ricos e pobres, pais e filhos, casais e adolescentes vivem em conflito constante.

9 de mai. de 2026

Resenha: Insaad - Patricia Criado

 

As Crômicas de Júpiter 2
Avaliação: ★★★★★ (5.0)
Classificação: 18+
Gênero: Romance, Fantasia, Nacional
Ano: 2026 / Páginas: 1550
Editora: Izyncor

Insaad foi um livro grandioso, e não estou falando apenas do tamanho. Patrícia Criado entrega uma continuação emocionalmente muito mais intensa, expandindo o universo de Interion para algo ainda mais sombrio, caótico e desesperador. Cada capítulo carrega o peso do fim do mundo, enquanto os personagens tentam sobreviver não apenas à guerra, mas também aos próprios traumas.

A história começa exatamente onde Interion terminou. A batalha deixou marcas profundas, e agora Kyller carrega muito mais do que culpa e luto: uma arcanja presa dentro do próprio corpo. O conflito central gira em torno da destruição do continente — ou da tentativa desesperada de impedi-la.

Kyller descobre que a verdadeira guerra nunca foi apenas entre reinos, mas contra uma entidade capaz de ameaçar até mesmo os deuses: o Voracious e seus irmãos. Enquanto fogem acusados de traição, ela e Zion precisam encontrar os Olhos dos Deuses antes que o inimigo consiga reuni-los e provoque a queda da barreira que aprisiona outros dois Voracious.

Não existe tempo para respirar. O livro começa em um estado constante de tensão e, conforme a trama avança, os riscos apenas aumentam. Isso foi o que mais me chamou atenção em Insaad: a história abandona completamente qualquer sensação de segurança. Patrícia Criado escreve como alguém que não tem medo de ferir seus personagens. Ninguém está realmente seguro, e qualquer decisão parece capaz de destruir tudo.

1 de mar. de 2026

Resenha: Tempestade de Ônix

 

Tempestade de Ônix - Rebecca Yarros 
Avaliação: ★★☆☆☆ (2/5)
Classificação: 18+
Gênero: Fantasia, Romance, ficção
Ano: 2025 / Páginas: 608
Editora: Planeta Minotauro

Depois de tanta expectativa, a sensação que fica é: para onde essa história está indo, e por que parece que não sai do lugar?

Tempestade de Ônix tinha potencial para aprofundar conflitos, expandir o universo e entregar revelações marcantes. Em vez disso, soa como um volume de transição longo e repetitivo.

2 de set. de 2025

Resenha: Chama de Ferro - Rebecca Yarros

Resenha: Chama de Ferro - Rebecca Yarros
Chama de Ferro - Rececca Yarros

O Empyriano 2
Avaliação: ★★☆☆☆ (2/5)
Classificação: Adulto +18
Gênero: Fantasia, Romance, ficção
Ano: 2024 / Páginas: 784
Editora: Planeta Minotauro
⚠️Essa resenha contém spoiler.

Se Quarta Asa foi um livro eletrizante, Chama de Ferro dá a sensação de retrocesso. A primeira metade é praticamente consumida pelo drama de Violet por estar longe de Xaden e pelas discussões intermináveis (e muitas vezes infantis/hipócrita) entre os dois. Já a segunda metade tenta retomar a intensidade, mas entrega apenas acontecimentos confusos e sem a devida construção.

Em Chama de Ferro, acompanhamos Violet retornando à Escola Militar Basgiath ao lado dos demais marcados, trazendo consigo todo o peso das revelações do final do primeiro livro.

22 de jun. de 2025

Resenha: Casa de Chama e Sombra - Sarah J. Maas

 

Resenha: Casa de Chama e Sombra - Sarah J. Maas

Livro: Casa de Chama e Sombra - Sarah J. Maas
Casa de Chama e Sombra - Sarah J. Maas

Crescent City 3 
Avaliação: ★★★☆☆ (3/5)
Classificação: +18
Gênero: Fantasia urbana adulta, com romance, mistério e ação
Ano: 2024 / Páginas: 936
Editora: Galera Record
🚨Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores da trilogia Crescent City.

Em Casa de Chama e Sombra, Sarah J. Maas encerra a trilogia Crescent City com uma narrativa repleta de reviravoltas, batalhas cósmicas e revelações explosivas. Bryce Quinlan, agora ciente de seu verdadeiro poder e legado, precisa unir forças com aliados improváveis, incluindo personagens icônicos de ACOTAR, para derrotar os Asteri de uma vez por todas.

8 de jun. de 2025

Resenha: Casa de Céu e Sopro – Sarah J. Maas

 

Resenha: Casa de Céu e Sopro – Sarah J. Maas

Casa de Céu e Sopro – Sarah J. Maas

Crescent City 2
Avaliação: ★★★☆☆ (3/5)
Classificação: Adulto +18
Gênero: Fantasia urbana adulta, com elementos de romance, mistério e ação
Ano: 2022 / Páginas: 922
Editora: Galera Record 

Quando a liberdade é apenas uma ilusão e os deuses observam, até os heróis precisam escolher entre a submissão... ou a revolução.

15 de out. de 2023

Resenha: As Crônicas de Interion – Patrícia Criado

Resenha: As Crônicas de Interion – Patrícia Criado

Interion – Patrícia Criado

As Crônicas de Júpiter 1
Avaliação: ★★★★★ (5/5)
Classificação: +16 (mas com conteúdo +18)
Gênero: Fantasia, Romance, Nacional
Ano: 2022 / Páginas: 1227
Produção Independente

E se sua alma estivesse ligada à de um estranho inimigo… e sua sobrevivência dependesse dele? “Interion” não é só fantasia épica — é visceral, intensa e absolutamente viciante.

Interion é sobre guerra, intrigas politicas, segredos e mistérios,  é sobre lutar para viver quando deveria estar morta, é sobre sobreviver num lugar que não te deseja e é sobre um romance slow burn avassalador que vai consumir todo seu ser.

Apesar de ter a classificação indicativa ser de +16 eu diria que é claramente +18, pois as cenas são muito descritivas, e a Patrícia não se contem na hora de escrever.

11 de abr. de 2021

Resenha: A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

 

Resenha: A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

Livro: A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas
Corte de Espinhos e Rosas - ACOTAR 4

Avaliação: ★★★☆☆3/5
Classificação
: Adulto +18
Gênero
: Romance, Fantasia, Literatura Estrangeira
Ano
: 2021 (1°edição), 2023 / Páginas: 776 / Editora: Galera Record
Edição de luxo.

Prepare-se para mergulhar em uma jornada intensa de cura, superação e empoderamento. A Court of Silver Flames não é apenas um spin-off da famosa saga ACOTAR, mas um mergulho corajoso no abismo de uma personagem que você pode ter odiadoe talvez aprenda a gostar.

O livro acompanha Nestha Archeron, irmã de Feyre, em sua trajetória após os horrores da guerra contra Hybern. Abatida por traumas e escolhas autodestrutivas, ela é forçada a tomar uma decisão que mudará o rumo de sua vida: reconstruir-se, ou afundar-se de vez. Acompanhada de Cassian, o guerreiro illyriano de coração indomável, Nestha se vê diante de treinos, rotinas, amizades inesperadas e a dolorosa tarefa de se confrontar.

2 de nov. de 2020

Resenha: Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas

 

Resenha: Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas

Cidade da Lua Crescente (Crescent City), Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas
Cidade da Lua Crescente, Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas
Crescent City 1

Avaliação: 3/5
Classificação: Adulto +18
Gênero: Romance, Fantasia, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2020 / Páginas: 896
Editora: Galera Record

Um universo fantástico e moderno onde o luto, o poder e o amor se entrelaçam

Sarah J. Maas mergulha fundo na fantasia contemporânea com Crescent City – Casa de Terra e Sangue, nos apresentando a Lunathion, uma metrópole onde espécies mágicas convivem em uma frágil e tensa harmonia. 

Vampiros, lobos, bruxas, sereias, metamorfos, anjos e feéricos dividem o cenário de Midgard, um mundo regido por quatro Casas (A Casa de Terra e Sangue; Casa de Céu e Sopro; Casa das Muitas Águas; e Casa de Chama e Sombra) — e marcado por conflitos políticos, religiosos e emocionais intensos.

Mas por trás dessa construção épica, o que realmente move a narrativa são temas pesados e delicados como depressão, luto, escravidão e obsessão por poder. E, claro, personagens que carregam cicatrizes visíveis e invisíveis.

10 de jun. de 2020

Resenha: A Conquista - Elle Kennedy

Avaliação: ★★★☆☆ (3,0)
Classificação: 18+
Gênero: Romance, New Adult, Contemporâneo
Ano: 2016 / 360 páginas (aprox.)
Editora: Paralela

O que acontece quando duas pessoas completamente diferentes são obrigadas a enfrentar juntas a maior responsabilidade de suas vidas?

Chegar ao último volume de uma série querida sempre traz sentimentos conflitantes. Existe a expectativa de descobrir o destino dos personagens que acompanhamos por tantos livros, mas também aquela tristeza inevitável de precisar se despedir deles. Em A Conquista, último livro da série Off-Campus, Elle Kennedy entrega a história de um casal que, à primeira vista, parecia improvável até mesmo para os leitores mais atentos.

Após os acontecimentos de O Jogo, descobrimos que John Tucker, o integrante mais gentil, equilibrado e responsável do grupo de amigos da Briar, está prestes a se tornar pai. A revelação por si só já é surpreendente. Mais inesperado ainda é descobrir que a mãe do bebê é Sabrina James, uma personagem que anteriormente não conquistou exatamente a simpatia de todos.

Entre responsabilidades inesperadas, diferenças de personalidade e escolhas difíceis, a autora constrói uma narrativa que mistura romance, amadurecimento e os desafios da vida adulta.

Resenha: O Jogo - Elle Kennedy

 Avaliação: ★★★☆☆ (3.0)
Classificação: 18+
Gênero: Romance, New Adult, Comédia Romântica
Ano: 2015 / Páginas: 
Editora: Paralela

Será que o maior conquistador do campus consegue sobreviver quando finalmente se apaixona de verdade?

Depois de acompanhar Garrett em O Acordo e Logan em O Erro, chegou a vez de Dean Di-Laurentis assumir o protagonismo da série Off-Campus. Conhecido por sua fama de mulherengo incorrigível, Dean sempre pareceu confortável com sua reputação e completamente satisfeito com uma vida sem compromissos. Mas, como todo romance gosta de provar, basta aparecer a pessoa certa para colocar todas as certezas de alguém à prova.

Em O Jogo, Elle Kennedy aposta em um dos casais mais improváveis da série: Dean, o rei das aventuras casuais, e Allie Hayes, uma jovem que acredita em relacionamentos sérios e estabilidade emocional. O resultado é uma história divertida, sensual e repleta de conflitos sobre amor, compromisso e amadurecimento.

Resenha: O Acordo - Elle kennedy

 Avaliação: ★★★☆☆ (3.0)
Classificação: 18+
Gênero: Romance, New Adult, Comédia Romântica
Ano: 2015 / Páginas: 
Editora: Paralela

Afinal, quantos clichês um romance universitário consegue reunir antes de conquistar o leitor?

O Acordo, de Elle Kennedy, é aquele tipo de livro que não esconde suas intenções: entrega uma história repleta de clichês conhecidos, personagens carismáticos e uma dinâmica de relacionamento que já vimos inúmeras vezes, mas que ainda consegue divertir quando executada com competência. Entre festas universitárias, partidas de hóquei, dramas familiares e um namoro de mentira, a autora constrói uma leitura leve, descontraída e voltada para quem busca entretenimento sem grandes surpresas.

O conflito central gira em torno de Hannah Wells, uma estudante dedicada que precisa lidar com inseguranças do passado enquanto tenta conquistar o garoto por quem tem interesse. Do outro lado está Garrett Graham, capitão do time de hóquei da universidade, popular, confiante e desesperado para melhorar suas notas e manter sua posição no time.

Quando Garrett descobre que Hannah foi a única aluna a obter uma excelente nota em Ética Filosófica, ele insiste para que ela lhe dê aulas particulares. Como Hannah se recusa repetidamente, Garrett encontra uma forma de convencê-la: fingir ser seu namorado para ajudá-la a chamar a atenção de seu crush. Em troca, ela o ajudará academicamente.

A narrativa segue uma estrutura linear e bastante tradicional, sem grandes experimentações narrativas. Os capítulos alternam entre os pontos de vista de Hannah e Garrett, permitindo ao leitor acompanhar os sentimentos, inseguranças e conflitos de ambos os protagonistas. O desenvolvimento possui começo, meio e fim bem definidos, e embora seja relativamente previsível, a química entre os personagens mantém o interesse durante boa parte da leitura.

As reviravoltas não são exatamente surpreendentes, especialmente para leitores acostumados ao gênero New Adult, mas existem momentos de tensão emocional e conflitos pessoais que acrescentam profundidade à trama romântica.

Hannah Wells é uma protagonista inteligente, determinada e talentosa na música. Apesar de sua personalidade forte, carrega traumas que influenciam sua autoestima e seus relacionamentos. Seu principal desejo é superar suas inseguranças e finalmente se permitir viver novas experiências.

Garrett Graham, por sua vez, inicialmente parece apenas o típico atleta popular e mulherengo. No entanto, conforme a narrativa avança, descobrimos camadas mais complexas de sua personalidade. Suas dificuldades familiares, especialmente relacionadas ao pai, revelam vulnerabilidades que vão além da imagem superficial do astro universitário.

O desenvolvimento da amizade entre os dois funciona melhor do que o próprio romance em diversos momentos. Antes de se apaixonarem, eles aprendem a confiar um no outro, criando uma conexão que torna o relacionamento mais convincente.

O hóquei não esta lá por acaso, possio relevância dentro da trama, ajudando a construir a identidade de Garrett e oferecendo um diferencial em relação a outros romances universitários. Ainda assim, o esporte funciona mais como elemento contextual do que como foco central da narrativa.

Apesar da aparência de romance leve, O Acordo aborda temas mais delicados do que se imagina inicialmente.

A obra discute autoestima, superação de traumas, relacionamentos abusivos, pressão familiar, amizade, confiança e amadurecimento emocional. Hannah e Garrett precisam enfrentar feridas do passado para construir um relacionamento saudável no presente.

A autora não trabalha essas questões de maneira extremamente profunda ou filosófica, mas consegue inseri-las de forma acessível dentro da narrativa romântica. O resultado é um equilíbrio entre momentos divertidos, cenas emocionais e situações que incentivam reflexões sobre respeito, consentimento e apoio emocional.

Ao final da leitura, o amor não precisa transformar completamente quem somos; muitas vezes ele apenas nos ajuda a enxergar nossa própria força.

E então, vale a pena?

O Acordo não reinventa o romance universitário nem apresenta uma proposta revolucionária. O namoro falso, o atleta popular, a garota estudiosa e a aproximação gradual são elementos amplamente conhecidos pelos leitores do gênero. Ainda assim, a obra se destaca pela química genuína entre os protagonistas e pela forma como desenvolve suas vulnerabilidades emocionais.

A leitura é rápida, dinâmica e envolvente. O ritmo raramente desacelera, e a alternância de narradores ajuda a manter o interesse constante. Embora alguns conflitos sejam previsíveis e certas decisões dos personagens possam causar irritação ocasional, a narrativa consegue equilibrar humor, romance, drama e desenvolvimento emocional.

Em termos emocionais, o livro funciona principalmente pela construção da amizade entre Hannah e Garrett. São os momentos de cumplicidade, apoio mútuo e crescimento pessoal que tornam a história mais memorável do que a própria trama romântica.

Para leitores que apreciam romances New Adult recheados de química, humor, cenas sensuais e personagens carismáticos, O Acordo certamente oferece uma experiência agradável. Já quem procura narrativas mais originais ou uma abordagem mais profunda dos temas apresentados talvez encontre uma leitura divertida, mas relativamente convencional.

No meu caso, foi uma leitura agradável e divertida, mas que não conseguiu se destacar o suficiente entre tantos romances do mesmo gênero. Os protagonistas possuem ótima química e momentos cativantes, porém a previsibilidade da trama e alguns clichês excessivamente familiares impediram um envolvimento maior. Ainda assim, é uma boa indicação para quem deseja um romance leve, divertido e sem grandes complicações.

Resenha: O Erro - Elle Kennedy

 Avaliação: ★★★★☆ (4.5)
Classificação: 18+
Gênero: Romance, New Adult, Comédia Romântica
Ano: 2015 / Páginas: 
Editora: Paralela

E se o maior erro da sua vida fosse perder justamente a pessoa que poderia mudá-la para sempre?

Depois do enorme sucesso de O Acordo, Elle Kennedy retorna à Universidade Briar para contar a história de um dos personagens mais queridos do primeiro livro. Embora faça parte da série Off-Campus, O Erro pode ser lido de forma independente, mas a experiência se torna ainda mais rica para quem já conhece os amigos e o universo apresentados anteriormente.

Nesta sequência, acompanhamos John Logan, o atleta popular que parecia ter tudo sob controle, mas que esconde inseguranças e medos muito maiores do que demonstra. Ao seu lado está Grace Ivers, uma caloura inteligente, divertida e determinada, que acaba se tornando muito mais do que apenas uma paixão passageira. Entre encontros inesperados, sentimentos mal resolvidos e uma dolorosa quebra de confiança, a narrativa entrega um romance divertido, emocionante e surpreendentemente maduro.

9 de jun. de 2020

Resenha: Corte de Asas e Ruína Sarah J. Maas

Corte de Asas e Ruína – Sarah J. Maas

Corte de Espinhos e Rosas (livro 3)
Avaliação: ★★★☆☆ (3/5)
Classificação: Adulto +18
Gênero: Fantasia, Romance, Alta Ficção
Ano: 2017 / Páginas: 687
Editora: Galera Record

Até onde você iria para proteger sua casa, sua família e o amor da sua vida?

Neste terceiro volume, a guerra contra Hybern domina a narrativa. Com o poderoso Calderão em mãos, o inimigo ameaça destruir Prythian, e Feyre retorna à Corte Primaveril infiltrada, fingindo lealdade a Tamlin para reunir informações.

 A estrutura do livro é marcada por um início mais lento e político, seguido por um clímax explosivo que envolve alianças improváveis, traições e batalhas épicas. Apesar de ser uma trama grandiosa, muitos leitores consideram que os primeiros 30 capítulos arrastam um pouco antes do ritmo engrenar.

Narrado em primeira pessoa por Feyre, o livro aprofunda a visão íntima da protagonista sobre a guerra, seus medos e suas esperanças. A escolha reforça a ligação emocional com o leitor, mas também limita a amplitude da narrativa em algumas batalhas.

 Universo e Ambientação

A autora expande Prythian, mostrando diferentes Cortes e como cada uma reage à ameaça de Hybern. O contraste entre a beleza de Velaris e a brutalidade da guerra fortalece a atmosfera. As descrições das batalhas são intensas, ainda que às vezes confusas pelo excesso de elementos acontecendo ao mesmo tempo.

Personagens

Feyre, agora Grã-Senhora, assume papel ativo como estrategista e guerreira, amadurecendo ao enfrentar dilemas políticos e emocionais. Rhysand continua sendo o parceiro devoto e comandante carismático, disposto a qualquer sacrifício por sua família escolhida.

Nesta e Elain, transformadas pelo Calderão, revelam novos poderes e dilemas pessoais, ganhando relevância no enredo.

Lucien deixa a Corte Primaveril e prova sua lealdade em momentos cruciais. Azriel e Cassian, guerreiros illyrianos que representam força, honra e laços fraternos. Amren, peça-chave na decifração de feitiços e mistérios do Calderão.

A caracterização é consistente, embora alguns personagens coadjuvantes ganhem menos profundidade diante da grandiosidade do conflito.

Temas e Mensagens

O livro aborda temas como: o peso do poder e da liderança, sacrifício em nome da família e do povo, o impacto da guerra nas relações pessoais, perdão, confiança e lealdade. A obra transmite uma mensagem de que coragem não significa ausência de medo, mas a escolha de lutar apesar dele.

Estilo de Escrita

Sarah J. Maas mantém seu estilo envolvente, repleto de metáforas, diálogos intensos e ritmo emocional. No entanto, o excesso de descrições nas primeiras partes torna a narrativa um pouco cansativa. O clímax, por outro lado, é dinâmico e cinematográfico.

Emoções e Impacto

O impacto emocional é grande, especialmente nas cenas finais, que misturam sacrifício, perdas e vitórias. O livro provoca lágrimas, tensão e esperança, mas também frustração em alguns trechos longos que poderiam ser mais diretos.

Veredito!

Apesar de ser grandioso e emocionante, Corte de Asas e Ruína não foi meu favorito. O início arrastado me cansou, mesmo que o desfecho tenha compensado com batalhas épicas e revelações impactantes. Chorei, vibrei e desejei estar em Velaris, mas também senti que a narrativa poderia ter sido mais equilibrada. Ainda assim, é um fechamento épico para a primeira fase da saga, e essencial para quem ama os personagens.

Corte de Asas e Ruína é um livro épico, deixando cicatrizes emocionais no leitor. Não é perfeito, mas entrega emoção, romance e guerra em escala grandiosa.

Voltado para leitores de fantasia romântica que já estão envolvidos com a saga. O objetivo é entregar a grande guerra prometida desde o início e consolidar os personagens principais. Cumpre esse papel, embora não agrade a quem espera ritmo consistente.

Com a leitura finalizada desejei poder entrar nesse mundo e nunca mais sair. Gostaria de ter amigos que pudesse o chamar de família, um parceiro como Rhys, um lugar maravilhoso como Velaris para passar a eternidade. Queria ter o que Feyre conquistou em sua jornada mesmo as partes ruins, porque sei que no final valeria a pena.

Só espero não entrar em outra ressaca literária…


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