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30 de ago. de 2020

Resenha: P.S.: Ainda Amo Você - Jenny Han

 

Resenha: P.S.: Ainda Amo Você - Jenny Han

P.S.: Ainda Amo Você - Jenny Han
Trilogia - 2

Avaliação: 2.5/5
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2016 / Páginas: 304 / Editora: Intrínseca 
Possui adaptação cinematográfica: Netflix

Quando o namoro deixa de ser encenação e o coração precisa escolher...

Se você terminou Para Todos os Garotos que Já Amei com o coração aquecido e querendo mais de Lara Jean e Peter Kavinsky, prepare-se: a sequência começa exatamente onde paramos — e agora o namoro é real.

Sim, depois de tantas idas e vindas, cartas vazadas, e uma avalanche de emoções adolescentes, Lara Jean finalmente engata um relacionamento de verdade com Peter. Só que, como toda relação na vida real, a convivência traz inseguranças, fantasmas do passado e novos desafios.

Velhos amores, novos dilemas

Se você achou que o drama das cartas tinha acabado… surpresa! Surge em cena John Ambrose, outro destinatário do passado e, agora, muito presente na vida de Lara Jean. Ele volta à cidade mais maduro, fofo, gentil — um verdadeiro cavalheiro de época — e logo se reaproxima dela. A amizade dos dois ganha destaque, e... não se engane, esse "amigo" tem potencial para abalar o coração já balançado da nossa protagonista.

Enquanto isso, Peter ainda mantém laços com sua ex, Genevieve, e isso desperta em Lara Jean sentimentos confusos, insegurança e ciúmes. Afinal, será que ele ainda tem sentimentos por ela? E será que Lara Jean conseguiria seguir em frente com outro alguém?

Família, amadurecimento e novas conexões

A dinâmica familiar continua sendo um dos pontos altos da narrativa. Margot aparece em uma visita rápida e com um novo namorado! Já Kitty continua afiada, divertida e intrometida como sempre (quem não ama?). E o pai das irmãs Covey finalmente começa a demonstrar interesse amoroso por Trina, a vizinha da frente — uma subtrama doce que adiciona um tom de esperança e novos começos.

✔️Pontos positivos:

  •  A escrita da Jenny Han continua fluida, divertida e acolhedora;
  • O dilema amoroso é bem construído e mais maduro do que no primeiro livro;
  • A presença de John Ambrose adiciona um novo frescor ao enredo;
  • A família segue sendo o coração da história — com destaque para as irmãs.

❌ Pontos negativos:

  • Josh, que teve importância no primeiro livro, praticamente desaparece — uma transição que poderia ter sido melhor trabalhada;
  • Em alguns momentos, Lara Jean parece regredir emocionalmente com inseguranças excessivas;
  • O conflito amoroso às vezes se arrasta sem muito aprofundamento.
  • TRIANGULO AMOROSO, detesto.

P.S. Ainda Amo Você é um livro sobre crescimento emocional, inseguranças e o desafio de amadurecer dentro de um relacionamento verdadeiro. Jenny Han acerta ao mostrar que o amor não é apenas sobre o encantamento inicial, mas sobre enfrentar dúvidas, escolhas e aceitar as imperfeições do outro e de si mesma.

Se você gosta de triângulos amorosos que não subestimam o leitor, vai se encantar. E sim: John Ambrose vai dividir corações por aí.

E você, #TeamPeter ou #TeamJohn? Já viveu um momento em que teve que escolher entre o conforto do conhecido e o fascínio do novo? Me conta nos comentários!

28 de ago. de 2020

Resenha: Para todos os garotos que já amei - Jenny Han


Resenha: Para todos os garotos que já amei - Jenny Han

Livro: Para todos os garotos que já amei
Para todos os garotos que já amei - Jenny Han
Trilogia - 1

Avaliação: ★★★☆☆ (3/5)
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2015 / Páginas: 320
Editora: Intrínseca 
Possui adaptação cinematográfica: Netflix

Cartas não enviadas, crushes do passado e um namoro de mentira que (é claro) vai dar ruim... ou será que não?

Lara Jean Covey é aquela típica garota que vive à sombra de si mesma. Tem 16 anos, adora organização (só que não), doces coreanos e manter seus sentimentos bem guardados, especialmente os românticos.

Criada entre irmãs, ela vive sob o exemplo da mais velha, Margot, responsável, decidida e agora prestes a começar a faculdade na Escócia. Isso deixa Lara Jean com a missão de cuidar da casa, da irmã mais nova Kitty e de tentar manter tudo sob controle, mesmo que emocionalmente esteja longe disso.

As cartas (que nunca deveriam ter sido lidas)

Lara Jean tem uma forma bem única de lidar com seus sentimentos amorosos: ela escreve cartas de despedida para cada garoto por quem já se apaixonou, cinco no total. Nelas, ela coloca tudo o que sente, como se assim pudesse encerrar aquele capítulo da sua vida. Mas essas cartas eram só para ela. Guardadas. Secretas. Até que...

Elas somem. E são misteriosamente enviadas aos seus destinatários. 

Imagina o caos? No dia seguinte, Peter Kavinsky, um dos "ex-crushes", aparece com a carta em mãos. E logo depois, Josh, o ex-namorado da sua irmã Margot (e também um dos seus antigos amores), também confronta Lara Jean com outra carta. Desesperada para sair de uma conversa constrangedora e complicada com Josh, ela faz o impensável: beija Peter. Do nada. Cena digna de novela.

Namoro fake, sentimentos reais

Para lidar com a confusão que ela mesma (involuntariamente) causou, Lara Jean e Peter decidem fingir que estão namorando: ele quer causar ciúmes na ex, Genevieve; ela quer afastar Josh. O acordo parece perfeito... até os sentimentos verdadeiros começarem a aparecer.

Aos poucos, o que começou como encenação se transforma em algo mais sincero, mais intenso, mais... real. E, claro, essa aproximação vai forçar Lara Jean a encarar tudo o que ela vem evitando: seus próprios sentimentos, inseguranças, e o medo de se machucar.

✔️Pontos positivos:

  • Leitura leve, divertida e envolvente – perfeita para uma maratona de fim de semana;
  • Protagonista carismática e real, com inseguranças e dilemas adolescentes autênticos;
  • Relações familiares muito bem exploradas (as irmãs Covey são um ponto forte!);
  • Clima fofo e nostálgico, com romance adolescente cheio de tropeços e doçura.

❌ Pontos negativos:

  • O romance é previsível, mas ainda assim gostoso de acompanhar;
  • Alguns personagens secundários poderiam ter mais desenvolvimento (Genevieve, por exemplo, tem potencial mal explorado).

Para Todos os Garotos que Já Amei é uma comédia romântica adolescente fofa, divertida e com a medida certa de drama. Ideal para quem busca um romance com coração, personagens carismáticos e lições leves sobre amor, perdão e crescimento pessoal.

Mesmo com uma trama previsível, Jenny Han acerta ao transformar pequenos dilemas adolescentes em momentos de autoconhecimento, tudo isso com muito charme.

E você, já escreveu uma carta de amor que nunca teve coragem de entregar? Ou viveria um namoro fake com o seu crush de infância? Me conta nos comentários!

Filme: Para todos os garotos que já amei

27 de ago. de 2020

Resenha: Cidades de Papel - John Green

 

Resenha: Cidades de Papel - John Green

Cidades de Papel - John Green
Livro único

Avaliação: ★★☆☆☆ (2/5)
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2013 / Páginas: 368
Editora: Intrínseca

 Nem tudo que brilha é Margo. Às vezes, é só papel mesmo.

“O que é uma cidade de papel?”

Essa é uma das muitas perguntas que Cidades de Papel levanta — e talvez uma das poucas que realmente vale a pena ser respondida ao final da leitura.

Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha Quentin Jacobsen (ou Q), um adolescente no último ano do ensino médio, quieto, observador e... completamente apaixonado por sua vizinha enigmática: Margo Roth Spiegelman. Para ele, Margo é tudo: um mistério a ser desvendado, uma lenda urbana viva, uma garota inalcançável.

Tudo muda quando, numa madrugada qualquer, Margo invade o quarto de Q com o rosto pintado e um plano em mãos. Juntos, embarcam numa espécie de “missão de vingança”, onde ela acerta contas com pessoas que a decepcionaram. A noite é intensa, divertida e cheia de adrenalina.

Mas no dia seguinte... Margo desaparece.

Mistério ou obsessão?

O sumiço de Margo não choca ninguém — ela já havia feito isso antes. Mas dessa vez, Q acredita que ela deixou pistas escondidas especialmente para ele. A partir daí, ele embarca numa investigação pessoal, tentando entender onde ela foi parar — e, principalmente, quem ela é de verdade.

O problema? Nem tudo são enigmas fascinantes.

O enredo que começa como uma possível grande revelação acaba se tornando arrastado. A narrativa se alonga demais, e muitas cenas parecem desconectadas ou repetitivas, o que quebra o ritmo da história.

O que há por trás de Margo?

Margo é carismática, ousada, mas também extremamente idealizada — tanto por Q quanto pela narrativa. Talvez, se o livro fosse narrado por ela, teríamos um olhar mais cru e autêntico sobre sua personalidade complexa. Como leitores, ficamos restritos à visão apaixonada (e muitas vezes iludida) de Q, o que limita nossa compreensão da protagonista.

✅ Pontos positivos:

A escrita fluida e inteligente de John Green, com toques de humor e filosofia adolescente;

As reflexões sobre identidade, imagem pública e o modo como idealizamos as pessoas;

Um início promissor e personagens secundários carismáticos (Radar e Ben são ótimos alívios cômicos).

❌ Pontos negativos:

O desenvolvimento do mistério se arrasta e perde força com o tempo;

Margo é pouco explorada, apesar de ser o centro da trama;

A conclusão pode decepcionar quem esperava um grande clímax ou revelação emocional.

Cidades de Papel fala sobre ver as pessoas como elas realmente são, não como idealizamos. Fala sobre amadurecer, frustrar expectativas e aprender que nem todo enigma precisa ser resolvido e nem toda fuga precisa de um mapa.

Apesar de uma narrativa que começa muito bem, o livro perde ritmo e força no segundo ato. Ainda assim, pode ser uma leitura válida para quem aprecia o estilo único de John Green e está disposto a mergulhar em uma história mais reflexiva do que realmente surpreendente.

E você? Já leu Cidades de Papel? Conseguiu se conectar com Margo ou achou tudo superficial demais? Quero saber o que você achou!

26 de ago. de 2020

Resenha: O Teorema Katherine - John Green

 
Resenha: O Teorema Katherine - John Green

Livro O Teorema Katherine - John Green
O Teorema Katherine - John Green
Volume único

Avaliação: ★★★★☆ (4.5/5)
Classificação: Infanto-juvenil +12
Gênero: Romance, Ficção adolescente, Literatura Estrangeira
Ano: 2014 / Páginas: 224
Editora: Intrínseca 

Não abandone este livro! Dê uma segunda chance, ou terceira, como eu fiz.

Confesso: só consegui concluir O Teorema Katherine na minha terceira tentativa. Mas ainda bem que não desisti. Embora o começo seja arrastado e o enredo pareça simples demais, John Green entrega uma história que cresce conforme a leitura avança — e que pode surpreender, sim.

Colin: o garoto dos 19 términos

A trama gira em torno de Colin Singleton, um adolescente prodígio — não confundir com “gênio”, pois essa distinção é bem importante pra ele. Ele fala vários, idiomas é obcecado por anagramas e está sempre estudando alguma coisa. E, claro, tem um padrão amoroso peculiar: ele só se apaixona por garotas chamadas Katherine. E todas (exatamente todas) terminaram com ele. A história começa logo após o fim do seu 19º relacionamento com uma Katherine, o que o joga num abismo existencial.

Uma equação sobre amores perdidos, genialidade e descobertas que não cabem nos gráficos.

Colin acabou de concluir o ensino médio e, apesar de toda a sua bagagem intelectual, sente que ainda não “fez algo grande”, não viveu de verdade. Está frustrado, sozinho e entediado da própria vida — aquela crise existencial típica de quem quer ser especial, mas se sente absolutamente comum. Nada novo no paraíso, eu diria que ele é um adolescente passando por uma crise existencial.

Uma road trip, um teorema e uma cidade no meio do nada

Na tentativa de lidar com o coração partido (e talvez encontrar o “momento eureca” da vida), Colin parte em uma viagem de carro com seu melhor amigo Hassan, um muçulmano engraçado e pé no chão que contrapõe perfeitamente o protagonista cabeça-dura.

Eles acabam parando em Gutshot, uma cidadezinha esquecida no mapa, onde o Arquiduque Francisco Ferdinando supostamente está enterrado. Lá, conhecem Lindsey, uma personagem que vai mexer nas equações emocionais de Colin.

É nesse cenário aleatório e inusitado que Colin começa a desenvolver seu ambicioso projeto: O Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines — uma fórmula matemática capaz de prever a curva de ascensão e queda de qualquer relacionamento amoroso. Loucura? Talvez. Mas é exatamente esse tipo de viagem (literal e metafórica) que dá sabor ao livro.

Reflexões além da matemática

Aos poucos, o que parecia ser apenas mais um livro sobre adolescente gênio e desilusão amorosa se revela uma história sobre autoaceitação, amadurecimento e o verdadeiro significado de deixar sua marca no mundo.

John Green, como sempre, brinca com linguagem, mescla referências históricas e literárias, e nos presenteia com muitas notas de rodapé — um recurso que pode incomodar alguns, mas que, para mim, acrescenta profundidade e curiosidade. Seus livros nunca são só entretenimento: são convites ao conhecimento.

Pontos positivos:

✔️ Estilo irreverente, leve e inteligente;

✔️ Reflexões existenciais acessíveis, sem ser clichê demais;

✔️ Muito humor (especialmente vindo de Hassan);

✔️ Notas de rodapé que instigam a curiosidade.

Pontos negativos:

❌ Início lento (muitos leitores abandonam nas primeiras páginas);

❌ Enredo parece raso se lido de forma apressada;

❌ O tal “teorema” pode parecer exagerado e um pouco forçado — mas faz parte da proposta.

O Teorema Katherine pode não ser o livro mais impactante de John Green, mas entrega personagens cativantes, uma boa dose de ironia e um toque de genialidade disfarçada em nerdice emocional. No fim, é sobre o medo de ser esquecido, sobre o desejo de ser notado, e sobre como todos, no fundo, estamos tentando entender nossos próprios padrões.

Desafio você:

Se você abandonou esse livro ou nunca deu uma chance, que tal tentar novamente? Leia até o fim do ano e depois me conta o que achou. Pode ser que, assim como Colin, você também tenha seu momento eureca.

5 de abr. de 2020

Resenha: A Seleção – Kiera Cass

A Seleção – Kiera Cass

A Seleção 1
Avaliação: ★★★★☆ (4/5)
Classificação: Jovem Adulto
Gênero: Distopia, Romance, Drama Juvenil
Ano: 2012 / Páginas: 368
Editora: Seguinte

E se o amor da sua vida estivesse entre trinta e cinco garotas… e apenas uma pudesse ser escolhida?

Enredo e Estrutura

A história se passa em Illéa, uma monarquia distópica dividida em castas sociais. A cada geração, um concurso chamado A Seleção escolhe 35 garotas para disputar o coração do príncipe herdeiro. A protagonista, America Singer, não tem interesse em participar — ela já está apaixonada por Aspen, seu namorado secreto. Porém, incentivada pela família e por Aspen, acaba se inscrevendo. Quando é escolhida, sua vida muda radicalmente.

A estrutura narrativa é linear, simples e fluida, com foco nos conflitos amorosos e sociais. O romance se desenvolve aos poucos, sem pressa, evitando a sensação de amor instantâneo.

Universo e Ambientação

Illéa é um país futurista, resultado de guerras e transformações políticas. O sistema de castas é um dos aspectos mais interessantes, refletindo desigualdade social e oportunidades limitadas. Apesar de ter potencial distópico, o universo é mais pano de fundo para o romance do que elemento central. O Palácio, com seus bailes, provas e disputas entre garotas, é o grande cenário da trama.

Personagens

America Singe é uma protagonista forte, mas também teimosa, dividida entre a lealdade ao seu passado e o futuro inesperado ao lado de Maxon. America resiste a ser controlada por convenções sociais e busca decidir seu próprio destino.

Maxon Schreave, o príncipe gentil, cavalheiro e carismático, mas que também apresenta momentos de insegurança e falhas humanas, o que o torna mais realista.

Aspen Leger primeiro amor de America, representa a vida simples e a ligação com o passado, embora sua função inicial seja mais um catalisador do que um romance envolvente.

Os personagens são carismáticos, ainda que movidos mais por emoções românticas do que por conflitos políticos ou sociais complexos.

O livro aborda um tema sobre o amadurecimento romântico na transição entre um amor adolescente e um romance mais maduro. Sobre a classe social e desigualdade: as castas influenciam diretamente a vida das pessoas, ainda que o livro explore isso de forma leve.

Kiera Cass tem um estilo simples, direto e envolvente. A narrativa é fácil de acompanhar e voltada para um público jovem, com diálogos leves, humor e emoção. Não há grande sofisticação literária, mas sim uma linguagem acessível e viciante.

A história é narrada em primeira pessoa por America, permitindo intimidade com seus sentimentos, dúvidas e contradições. Isso torna a leitura mais envolvente, mas também subjetiva, já que só vemos os acontecimentos através de sua perspectiva.

A Seleção conquista por seu lado emocional e romântico. Os leitores se envolvem no dilema de America e torcem pela relação com Maxon. O impacto não está em grandes revelações, mas na construção afetiva dos personagens e na sensação de “conto de fadas moderno”.

A obra mistura elementos já conhecidos (distopia, reality show, conto de fadas), mas de forma acessível e charmosa. Não é inovadora em termos de construção de mundo, mas se destaca por transformar clichês em uma história leve e envolvente.

VEREDITO

A Seleção foi um dos primeiros romances que realmente me prendeu e me emocionou. Mesmo na terceira leitura, ainda é encantador. O romance entre America e Maxon é gradual e convincente, e apesar de algumas decisões irritantes da protagonista, é impossível não se apaixonar por essa história. Maxon, em especial, é um personagem que me marcou profundamente — humano, gentil e apaixonante.

Recomendo para quem busca uma leitura leve, romântica e viciante, que combina conto de fadas e reality show em um só livro.

A Seleção não é uma distopia complexa nem uma fantasia épica, mas sim um romance encantador com pano de fundo futurista. Um livro que conquista pela emoção, pela leveza e pela sensação de estar vivendo um conto de fadas moderno.

11 de jun. de 2015

Resenha Express: Divergente - Veronica Roth

Divergente - Veronica Roth

Divergente 1
Avaliação: ★★★★☆ (4/5)
Classificação: Jovem Adulto
Gênero: Distopia, Ação, Romance
Ano: 2011 / Páginas: 504
Editora: Rocco

E se a sua identidade fosse maior do que as caixas em que tentam te colocar? Divergente questiona até onde um sistema pode controlar a liberdade individual.

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth, a sociedade é organizada em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza. Ao completar 16 anos, todos devem escolher a qual facção dedicarão suas vidas. Beatrice Prior, a protagonista, descobre no teste de aptidão que é divergente, ou seja, não se encaixa em apenas uma categoria, algo considerado perigoso pelo sistema.

A trama acompanha sua decisão de deixar a Abnegação para ingressar na Audácia, enfrentando treinamentos brutais, provas letais e segredos que ameaçam a estabilidade da sociedade.

Personagens

Beatrice (Tris) Prior: protagonista determinada, que passa por um arco de amadurecimento intenso, aprendendo a conciliar vulnerabilidade e coragem.

Quatro (Tobias Eaton): instrutor da Audácia, de início rígido e enigmático, mas que revela camadas de sensibilidade, coragem e apoio fundamental para Tris.

Personagens secundários como Christina, Al, Peter e Eric ajudam a construir o ambiente competitivo da facção, trazendo rivalidades, alianças e dilemas morais.

O livro explora identidade, escolhas pessoais, coragem, manipulação do poder e liberdade individual. A metáfora das facções questiona até que ponto é possível padronizar as pessoas em rótulos simplistas.

A escrita de Veronica Roth é direta, ágil e cheia de ação. Os capítulos terminam frequentemente em suspense, o que estimula a leitura contínua. Embora simples, o texto transmite bem a tensão e o clima de urgência.

Indicado para jovens e adultos que apreciam distopias cheias de ação, conflitos sociais e romance. O objetivo é entreter, mas também levantar reflexões sobre identidade e liberdade.

Divergente é uma leitura envolvente, com ação constante e uma protagonista forte, mas também frágil em seus dilemas. O romance com Quatro é um dos pontos altos, trazendo equilíbrio entre adrenalina e emoção. Como ponto fraco, alguns personagens secundários poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, e o universo, apesar de instigante, ainda carece de maiores explicações.

Mesmo assim, é um início poderoso para uma trilogia que conquistou milhões de leitores.

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