11 de dez. de 2022

Resenha: A Biblioteca da Meia-Noite - Matt Haig

 

Resenha: A Biblioteca da Meia-Noite - Matt Haig

A Biblioteca da Meia-Noite - Matt Haig

Livro único
Avaliação: ★★★★★ (5)
Classificação: +16
Gênero: Ficção / Drama / Fantasia Contemporânea
Ano: 2020 / Páginas: 308
Editora: Bertrand Brasil

E se você pudesse viver todas as vidas que deixou para trás? Qual escolheria? Ou, mais importante: viveria diferente?

Nora Seed está à beira do colapso. Aos 35 anos, sua vida parece um acúmulo de fracassos: perdeu o emprego, o gato, o contato com o irmão e a vontade de viver. 

Em um momento de desespero absoluto, ela tenta tirar a própria vida e desperta em um lugar inusitado, uma biblioteca infinita, A Biblioteca da Meia-noite, que existe entre a vida e a morte.

Nessa biblioteca, cada livro representa uma vida alternativa que Nora poderia ter vivido se tivesse feito escolhas diferentes. E é nesse universo liminar que ela embarca em uma jornada de autoconhecimento, enfrentando seus arrependimentos mais profundos.

22 de out. de 2022

5 Poemas Mencionados em Anne de Green Gables

 5 Poemas Mencionados em Anne de Green Gables

5 Poemas Mencionados em Anne de Green Gables

Se você chegou aqui é porque provavelmente teve a mesma curiosidade que eu tive em conhecer os poemas mencionados no livro Anne de Green Gables de Lucy Maud Montgomery. Vem comigo que eu separei alguns para você!

Índice

  1. A Batalha de Hohenlinden - Thomas Campbell;
  2. Edimburgo depois de Flodden - William E. Aytoun;
  3. O Cão no Túmulo do seu Dono - Lydia Huntly Sigourney;
  4. A peregrinação de Childe Harold - Lord Byron;
  5. O toque de recolher não deve tocar esta noite - Rose Hartwick Thorpe.

10 de fev. de 2022

Resenha: Aurora das Aberrações – Vinícius Canabarro

 

Resenha: Aurora das Aberrações – Vinícius Canabarro


Livro: Aurora das Aberrações de Vinícius Canabarro

Aurora das Aberrações – Vinícius Canabarro

Volume único
Avaliação: ★★★★★ (5)
Classificação: +16
Gênero: Distopia / Ficção
Ano: 2020 / Páginas: 172 
Editora: Publicação Independente

O autor Vinícius Canabarro apresenta uma distopia que se passa na Zona Norte Carioca, com personagens sem nomes, narrativa sem dialogo, muitos gatilhos e críticas sociais. Você está preparado para encarar o pior da humanidade em um cenário onde a monstruosidade externa é apenas reflexo do que há por dentro?

7 de fev. de 2022

Resenha: A Vida Invisível de Addie LaRue


Avaliação: ★★☆☆☆ (2.0)
Classificação: 14+
Gênero: Romance
Ano: 2021 / Páginas: 504
Editora: Galera Record

Ser esquecida é uma forma de liberdade?

Quando comecei A Vida Invisível de Addie LaRue, imaginei encontrar uma fantasia sobre imortalidade. Ao terminar a leitura, percebi que estava diante de algo muito maior: uma história sobre memória, identidade e o desejo humano de deixar marcas no mundo.

Porque, no fim das contas, o que significa existir se ninguém consegue se lembrar de você?

Em 1714, na pequena vila de Villon-sur-Sarthe, na França, Adeline LaRue deseja algo simples e, ao mesmo tempo, impossível para uma mulher de sua época: liberdade.

Addie não quer se casar. Não quer viver presa aos limites impostos pela sociedade. Ela deseja viajar, criar, conhecer o mundo e viver uma vida que seja verdadeiramente sua. Desesperada diante de um destino que não escolheu, Addie faz o que jamais deveria fazer: Ora aos deuses que atendem após o anoitecer.

E um deles responde.

A entidade conhecida como Escuridão — posteriormente chamada por Addie de Luc — concede seu desejo. Em troca, porém, toma aquilo que torna qualquer ser humano inesquecível: sua permanência no mundo. 

A partir daquele momento, todos esquecem Addie no instante em que ela sai de vista.

Ninguém guarda seu rosto. Ninguém lembra seu nome. Ninguém se recorda de sua existência.

O que parecia liberdade transforma-se em uma prisão silenciosa que atravessa séculos. E talvez seja justamente aí que mora a grande pergunta deste livro:

Ser esquecida é uma forma de liberdade?

Para mim, a resposta é não. Porque existir também é ser lembrado. É deixar rastros. É permanecer na memória de alguém.

Mas Addie aprende algo extraordinário: mesmo quando o mundo insiste em apagá-la, ela continua escolhendo existir. E isso é, por si só, um ato de resistência.

Addie é uma protagonista fascinante. Sua jornada atravessa séculos, guerras, mudanças culturais e revoluções artísticas. Ela erra, insiste, sofre e se reinventa inúmeras vezes.

Sua maior força não é a imortalidade. É a teimosia. Ou, como ela mesma sugere, a capacidade de ser indomável como uma erva daninha.

Luc, por outro lado, é um antagonista irresistível. Arrogante, manipulador, sedutor e cruel, ele representa muito mais do que uma figura demoníaca. Luc é a própria escuridão do desejo humano: aquela voz que promete tudo, mas cobra um preço impossível de pagar.

A relação entre Addie e Luc é, sem dúvida, um dos aspectos mais interessantes da obra. Seus encontros ao longo dos séculos se transformam em um jogo de poder, dependência e desafio constante.

Henry é o personagem que mais me dividiu. Introvertido, solitário e emocionalmente fragilizado, ele possui sua própria história e carrega dores profundas. Apesar disso, confesso que não consegui me apegar totalmente a ele.

Consequentemente, o romance principal acabou não me emocionando tanto quanto eu esperava.

A narrativa é conduzida por um narrador onisciente e alterna entre passado e presente, acompanhando Addie entre 1714 e 2014. Felizmente, os capítulos são datados, o que torna a leitura fácil de acompanhar apesar dos saltos temporais. A divisão em partes e a estrutura cronológica ajudam a construir a sensação de uma vida longa — longa demais, talvez.

Uma das coisas que mais me encantaram foram as referências artísticas espalhadas pela narrativa. Pintura. Música. Literatura. Ideias. 

Tudo no livro parece girar em torno da arte como forma de permanência. Porque, se pessoas esquecem, a arte permanece.

E existem frases nesta obra que parecem feitas para morar dentro do leitor:

"Livros são uma maneira de viver milhares de vidas — ou de encontrar forças para aguentar uma vida muito longa."

Como leitora, essa frase me atingiu em cheio. Outra reflexão poderosa é a respeito das palavras e do poder das ideias:

"As ideias são mais indomáveis do que as lembranças."

Talvez porque ideias sobrevivam ao tempo,às pessoas e, até mesmo, ao esquecimento.

Apesar da beleza da escrita, preciso admitir: Este livro é lento. Muito lento.

Em alguns momentos, especialmente na parte central da narrativa, senti que a história perdia ritmo. Além disso, senti falta de mais conflitos externos. Grande parte dos confrontos acontece entre Addie e Luc, e muitos deles seguem estruturas semelhantes, o que acabou gerando certa repetição.

O plot twist também não me impactou tanto quanto eu esperava. Na verdade, terminei a leitura me perguntando se havia interpretado corretamente algumas das revelações.

E, embora compreenda a importância de Henry para a narrativa, o romance principal não conseguiu me conquistar emocionalmente.

A Vida Invisível de Addie LaRue é um livro belo, melancólico e profundamente humano. Sua maior força não está na ação ou nas reviravoltas, mas nas reflexões que provoca sobre tempo, memória e legado.

No fim, Addie LaRue me ensinou algo importante:

Todos nós desejamos ser livres. Mas, no fundo, também desejamos ser lembrados. Porque ser amado é permanecer. E ser esquecido talvez seja a forma mais silenciosa de desaparecer.

27 de jan. de 2022

Resenha: O Beijo das Sombras - Richelle Mead

 
Resenha: O Beijo das Sombras - Richelle Mead

O Beijo das Sombras - Richelle Mead
Academia de Vampiros 1

Avaliação: ★★☆☆☆ (2.5/5)
Classificação: Jovem adulto +16
Gênero: Fantasia / Literatura Estrangeira / Romance / Jovem adulto / Vampiro
Ano: 2014 / Páginas: 354
Editora: HarperCollins Brasil

 O Beijo das Sombras é o primeiro volume da longa (e aparentemente infinita) série Academia de Vampiros. A trama gira em torno de adolescentes que, vejam só, precisam salvar o mundo, como sempre. Nada novo por aqui.

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