5 de out. de 2021

Livros físico ou livros digital?

Por mais que os dois formatos tragam experiências diferentes, o conteúdo das obras é sempre igual, ou seja, o que um leitor do livro físico vai ler é exatamente a mesma coisa do leitor da versão digital.

Sabemos que o livro físico tem uma magia de ser insubstituível. Quem nunca ficou perdido no "cheirinho" viciante das páginas impressas? Ou identificou um leitor na rua e ficou curioso para ver a capa do livro em questão? 

Ou a sensação de segurar um mundo inteiro nas mãos? Mas nada se compara ao livro físico.

Mas e quanto ao livro digital? Bom, devemos concordar que esse formato se tornou uma verdadeira revolução em nossas vidas. Quer dizer, poder carregar milhares de exemplares em um objeto que cabe na palma da mão? Isso parece surreal! 

11 de abr. de 2021

Resenha: A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

 

Resenha: A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

Livro: A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas

A Corte das Chamas Prateadas - Sarah J. Maas
Corte de Espinhos e Rosas - ACOTAR 4

Avaliação: ★★★☆☆3/5
Classificação
: Adulto +18
Gênero
: Romance, Fantasia, Literatura Estrangeira
Ano
: 2021 (1°edição), 2023 / Páginas: 776 / Editora: Galera Record
Edição de luxo.

Prepare-se para mergulhar em uma jornada intensa de cura, superação e empoderamento. A Court of Silver Flames não é apenas um spin-off da famosa saga ACOTAR, mas um mergulho corajoso no abismo de uma personagem que você pode ter odiadoe talvez aprenda a gostar.

O livro acompanha Nestha Archeron, irmã de Feyre, em sua trajetória após os horrores da guerra contra Hybern. Abatida por traumas e escolhas autodestrutivas, ela é forçada a tomar uma decisão que mudará o rumo de sua vida: reconstruir-se, ou afundar-se de vez. Acompanhada de Cassian, o guerreiro illyriano de coração indomável, Nestha se vê diante de treinos, rotinas, amizades inesperadas e a dolorosa tarefa de se confrontar.

2 de nov. de 2020

Resenha: Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas

 

Resenha: Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas

Cidade da Lua Crescente (Crescent City), Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas
Cidade da Lua Crescente, Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas
Crescent City 1

Avaliação: 3/5
Classificação: Adulto +18
Gênero: Romance, Fantasia, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2020 / Páginas: 896
Editora: Galera Record

Um universo fantástico e moderno onde o luto, o poder e o amor se entrelaçam

Sarah J. Maas mergulha fundo na fantasia contemporânea com Crescent City – Casa de Terra e Sangue, nos apresentando a Lunathion, uma metrópole onde espécies mágicas convivem em uma frágil e tensa harmonia. 

Vampiros, lobos, bruxas, sereias, metamorfos, anjos e feéricos dividem o cenário de Midgard, um mundo regido por quatro Casas (A Casa de Terra e Sangue; Casa de Céu e Sopro; Casa das Muitas Águas; e Casa de Chama e Sombra) — e marcado por conflitos políticos, religiosos e emocionais intensos.

Mas por trás dessa construção épica, o que realmente move a narrativa são temas pesados e delicados como depressão, luto, escravidão e obsessão por poder. E, claro, personagens que carregam cicatrizes visíveis e invisíveis.

5 de out. de 2020

Resenha Express: A Lâmina da Assassina

 Novamente a Sarah me deixou destruída após mais uma leitura de seus livros.

Vemos as aventuras e desafios vividos por Celaena Sardothien antes de ser condenada a ser escrava em Endovier.

Ouso dizer que Celaena é uma das personagens mais corajosas que conheço, mesmo que ela tenha admitidos que é covarde. 

"No fundo, disse ela, sou uma covarde. As sobrancelhas de Sam se ergueram. Sou covarde, repetiu Celaena. E tenho medo. Tenho medo o tempo todo. Sempre."

[Queria ter metade dessa coragem e um terço dessa modéstia. Sem falar no deboche e sarcasmo.]

Ela perdeu tudo que amava e mesmo quando estava prestes a desistir de tudo a esperança aparece para ela como promessa de um futuro. O Senhor do Norte.

[...]

E ali, de pé em um matagal de espinhos, estava um cervo branco.

    O fôlego de Celaena falhou.

    Ela se agarrou às barras da pequena janela quando a criatura olhou naquela direção. Os chifres altos pareciam brilhar ao luar, coroando o animal com uma grinalda de marfim.

    - Pelos deuses - sussurrou um dos guardas.

    A enorme cabeça do cervo se virou levemente na direção da carruagem, na direção da pequena janela.

    O Senhor do Norte.

    Assim as pessoas de Terrasen sempre saberão como encontrar o caminho de casa, dissera Celaena a Ansel certa vez quando estavam deitadas sob um cobertor de estrelas e tracejavam a constelação do Cervo. Assim podem olhar para o céu, não importa onde estejam, e saberão que Terrasen está com elas para sempre.

    Nuvens de ar quente sopraram do focinho do cervo, enroscando-se na noite fria.

    Celaena fez uma reverência com a cabeça, embora mantivesse o olhar sobre o animal.

    Assim as pessoas de Terrasen sempre saberão como encontrar o caminho de casa...

    Uma rachadura no silêncio - abrindo-se cada vez mais conforme os olhos impenetráveis do cervo se mantinham fixos nela.

    O lampejo de um mundo há muito destruído... um reino em ruínas. O cervo não deveria estar ali; não tão no interior de Adarlan ou tão longe de casa. Como sobreviveu aos caçadores que tinham sido soltos nove anos antes, quando o rei ordenou que todos os cervos brancos sagrados de Terrasen fossem massacrados?

    E, no entanto, ali estava o animal, brilhando como um farol ao luar.

    Estava ali.

    E Celaena também.

    Ela sentiu o calor das lágrimas antes de perceber que chorava.

[...]


Assim ela não abaixa sua cabeça para Endovier. 

[...] 

Celaena abriu os olhos.

    Iria para Endovier. Iria para o Inferno. 

    E não cederia. 

[...] 

    - Meu nome é Celaena Sardothien - sussurrou ela -, e não vou sentir medo.

 [...] 

    Celaena Sardothien ergueu o queixo e caminhou para as Minas de Sal de Endovier.


Quando fechei o livro, chorei não apenas pelo que Celaena perdeu. Chorei por quem ela ainda não sabia que seria. Porque alguns personagens não nos inspiram por serem perfeitos. Eles nos inspiram porque continuam caminhando, mesmo quando o mundo inteiro tenta fazê-los desistir. E Celaena Sardothien nunca abaixa a cabeça. Nem diante dos reis, nem diante do destino, nem diante do inferno.

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