2 de nov. de 2020

Resenha: Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas

 

Resenha: Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas

Cidade da Lua Crescente (Crescent City), Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas
Cidade da Lua Crescente, Casa de Terra e Sangue - Sarah J. Maas
Crescent City 1

Avaliação: 3/5
Classificação: Adulto +18
Gênero: Romance, Fantasia, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2020 / Páginas: 896
Editora: Galera Record

Um universo fantástico e moderno onde o luto, o poder e o amor se entrelaçam

Sarah J. Maas mergulha fundo na fantasia contemporânea com Crescent City – Casa de Terra e Sangue, nos apresentando a Lunathion, uma metrópole onde espécies mágicas convivem em uma frágil e tensa harmonia. 

Vampiros, lobos, bruxas, sereias, metamorfos, anjos e feéricos dividem o cenário de Midgard, um mundo regido por quatro Casas (A Casa de Terra e Sangue; Casa de Céu e Sopro; Casa das Muitas Águas; e Casa de Chama e Sombra) — e marcado por conflitos políticos, religiosos e emocionais intensos.

Mas por trás dessa construção épica, o que realmente move a narrativa são temas pesados e delicados como depressão, luto, escravidão e obsessão por poder. E, claro, personagens que carregam cicatrizes visíveis e invisíveis.

15 de set. de 2020

Resenha Express: Corte de Gelo e Estrelas – Sarah J. Maas

 

Corte de Gelo e Estrelas – Sarah J. Maas

Corte de Espinhos e Rosas (spin-off / livro 3.5)
Avaliação: ★★★★☆(4/5)
Classificação: Adulto +18
Gênero: Fantasia, Romance, Ficção
Ano: 2018 / Páginas: 272
Editora: Galera Record

E se, depois da guerra, o verdadeiro desafio fosse aprender a viver novamente?

Enredo e Estrutura

Corte de Gelo e Estrelas funciona como um livro de transição na saga Corte de Espinhos e Rosas. O enredo é simples: a narrativa acompanha Feyre, Rhysand e os demais membros da Corte dos Sonhos no período pós-guerra, explorando as cicatrizes emocionais deixadas pelos conflitos e os preparativos para o Solstício de Inverno.

6 de set. de 2020

Resenha: Incendeia-me - Tahereh Mafi

 

Resenha: Incendeia-me - Tahereh Mafi

Livro: Incendeia-me - Tahereh Mafi
Incendeia-me - Tahereh Mafi
Estilhaça-me 3

Avaliação: 4/5
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2014 / Páginas: 384 / Editora: Universo dos Livros

A revolução é inevitável… e Juliette está pronta para queimar tudo.

Depois do final explosivo de Liberta-me, abrimos Incendeia-me com uma pergunta urgente: o que restou da rebelião? A protagonista que conhecemos como frágil e introspectiva agora emerge com sede de respostas e pronta para agir. E nós, leitores, embarcamos com ela nesse novo estágio da trama: mais tenso, mais maduro e mais emocional.

A busca por sobreviventes — Adam, Kenji, Castle e os demais — é o motor inicial da narrativa. Mas ao contrário dos volumes anteriores, agora temos uma Juliette determinada, destemida e afiada. E sim, a parceria inesperada com Warner (Aaron) ganha ainda mais destaque.

A dinâmica entre os dois se transforma completamente. O homem que antes era o “vilão cruel” mostra nuances que o tornam um dos personagens mais fascinantes da trilogia. Sua relação com Juliette é construída com profundidade, cumplicidade e uma química intensa que finalmente parece fazer sentido.

Se antes havia dúvida sobre para qual “lado” o coração da Juliette pendia, Incendeia-me deixa isso claro — e não sem motivo. Adam sofre uma queda brusca em termos de desenvolvimento. Ele se mostra controlador, reativo e incompatível com a nova mulher que Juliette está se tornando. Para muitos leitores (inclusive você, e talvez eu também), é difícil continuar torcendo por ele.

E tudo bem. Nem todo personagem é feito para evoluir junto com a protagonista. Às vezes, eles existem justamente para mostrar o que precisamos deixar para trás.

Não dá pra falar desse livro sem mencionar Kenji. Sarcasmo afiado, lealdade genuína, coração gigante. Ele é o equilíbrio entre o drama e o alívio cômico, e sua amizade com Juliette cresce e amadurece lindamente. Kenji prova que personagens coadjuvantes podem carregar alma de protagonista SIM.

A revolução

Finalmente vemos a ação que vinha sendo prometida desde o primeiro volume. A luta contra o Restabelecimento é inevitável, mas a batalha final, embora intensa, parece curta demais.

Talvez a autora tenha focado mais no arco de Juliette e no fechamento emocional do triângulo amoroso do que no conflito político em si. O que foi decepcionante. Mas ainda assim, o encerramento funciona — nos dá uma sensação de fechamento e um gostinho de recomeço.

Juliette se tornou o que sempre teve medo de ser — e isso é lindo. Incendeia-me é sobre amadurecimento, escolhas difíceis e libertação. Juliette deixa de tentar ser o que os outros esperam e finalmente assume o controle da própria história.

Ela não é mais uma garota assustada. É uma líder. Uma mulher. Uma força da natureza.

Você também ficou #TeamWarner depois desse livro? Ou ainda guarda um espacinho no coração pro Adam? Me conta!

Abaixo está a ordem completa da série, incluindo os contos.

  1. Estilhaça-me
  2. Destrua-me (conto 1.5)
  3. Liberta-me
  4. Fragmenta-me (conto 2.5)
  5. Incendeia-me
  6. Restaura-me
  7. Protege-me (conto 4.5)
  8. Desafia-me
  9. Revela-me (conto 5.5)
  10. Imagina-me
  11. Aceita-me (conto 6.5)
  12. Vigia-me (novo livro da série chamada Nova República, ambientada no mesmo universo)
! Os contos Destrua-me e Fragmenta-me foram lançados juntos no livro Unifica-me, enquanto Proteja-me e Revela-me estão em Decifra-me, facilitando a leitura. 
Blog Viajante Literária - Ordem completa da série Estilhaça-me




3 de set. de 2020

Resenha: Liberta-me - Tahereh Mafi

 

Resenha: Liberta-me - Tahereh Mafi

Livro: Liberta-me - Tahereh Mafi
Liberta-me - Tahereh Mafi
Estilhaça-me 2

Avaliação: 4/5
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2014 / Páginas: 448 / Editora: Novo Conceito

No segundo volume da saga Estilhaça-me, a libertação prometida no título vai muito além de sair das grades. Liberta-me mergulha na prisão mais difícil de escapar: a mente de Juliette Ferrars.

Sim, ela agora está fisicamente livre, cercada por pessoas com poderes semelhantes, vivendo no que parece ser uma resistência ao Restabelecimento. Mas a verdadeira batalha está dentro dela: entre o medo e a coragem, o trauma e a esperança, o amor e o instinto de sobrevivência.

Juliette sempre se viu como um monstro. E como culpar alguém que foi tratada assim por toda a vida? Ao longo da narrativa, percebemos que a verdadeira transformação começa quando ela entende que seu dom não é uma maldição, mas uma ferramenta — talvez até uma arma, mas uma que pode ser controlada.

Essa jornada interna é o grande destaque do livro. A autora Tahereh Mafi trabalha com maestria as camadas psicológicas da personagem, sem pressa, mas com profundidade.

O triângulo amoroso que divide corações (inclusive o nosso)

Se você esperava um romance tranquilo com Adam… bem, lamento informar: aqui o amor é tudo, menos fácil. Enquanto Juliette tenta se fortalecer e compreender seus próprios limites, Adam parece preso a uma versão frágil dela, aquela que ele sente que precisa proteger — mesmo que isso signifique silenciar a sua evolução. Eu só me lembro daquela música de Olivia Rodrigo, All I Want...

E aí entra Warner.

Sim. Ele mesmo.

Quem diria que o “vilão” do primeiro volume agora estaria despertando algo mais em Juliette — e em nós também. Há tensão, há dúvidas, há química. E esse conflito interno deixa tudo mais intenso e instigante.

Se há mais alguém que rouba a cena nesse volume, esse alguém é Kenji. Inteligente, engraçado e surpreendentemente sensato, ele é o equilíbrio perfeito entre humor e realidade. Sua amizade com Juliette traz leveza e apoio real — sem romantizações. Kenji: o raio de luz sarcástico que precisávamos.

Kenji é aquele personagem que a gente queria que existisse na vida real. E sim, ele também tem poderes. Mas seu maior dom é ser absolutamente indispensável para a narrativa.

Mas e os conflitos maiores?

O Restabelecimento segue sendo uma ameaça crescente, e o cerco aperta. Ainda que o foco do livro seja a evolução emocional da protagonista, as tensões políticas e sociais continuam presentes, preparando o terreno para os próximos confrontos.

Liberta-me é um livro sobre reconstrução. Sobre aprender a se olhar no espelho e ver potência, não destruição. Sobre amar com liberdade, não com medo. E sobre entender que a maior revolução começa dentro da gente.

Você também sentiu raiva do Adam nesse livro ou ainda está no #TeamAdam? Me conta nos comentários! 👀

(E vamos todos agradecer por Kenji existir, sim ou com certeza?)

Abaixo está a ordem completa da série, incluindo os contos.

  1. Estilhaça-me
  2. Destrua-me (conto 1.5)
  3. Liberta-me
  4. Fragmenta-me (conto 2.5)
  5. Incendeia-me
  6. Restaura-me
  7. Protege-me (conto 4.5)
  8. Desafia-me
  9. Revela-me (conto 5.5)
  10. Imagina-me
  11. Aceita-me (conto 6.5)
  12. Vigia-me (novo livro da série chamada Nova República, ambientada no mesmo universo)
! Os contos Destrua-me e Fragmenta-me foram lançados juntos no livro Unifica-me, enquanto Proteja-me e Revela-me estão em Decifra-me, facilitando a leitura. 
Blog Viajante Literária - Ordem completa da série Estilhaça-me




2 de set. de 2020

Resenha: Destrua-me - Tahereh Mafi

 

Resenha: Destrua-me - Tahereh Mafi

Destrua-me - Tahereh Mafi
Estilhaça-me 1.5 (conto)

Avaliação: ★★★★★ (5/5)
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2013 / Páginas: 107 / Editora: Novo Conceito e Universo dos Livros

🚨Essa resenha pode conter spoiler se você ainda não leu Estilhaça-me.

 Warner: odiar, amar... ou os dois?

Se você saiu de Estilhaça-me com vontade de jogar Warner pela janela (ou de abraçá-lo, vai saber…), então Destrua-me é leitura obrigatória.

Essa novela curta — com apenas 107 páginas — muda completamente nossa perspectiva sobre um dos personagens mais enigmáticos e controversos da série. Aqui, vemos tudo pelos olhos dele. E, spoiler: o Warner que conhecemos através de Juliette pode não ser exatamente o Warner real.

Do vilão ao vulnerável: quem é Warner, afinal?

Em Estilhaça-me, Warner é pintado como um líder autoritário, obsessivo e cruel. Juliette o vê como um verdadeiro psicopata — e com razão, dadas as circunstâncias. Mas, em Destrua-me, somos convidados a entrar na mente dele. E o que descobrimos é um rapaz dividido entre poder e dor, estratégia e instabilidade emocional.

Warner é paranoico, sim. Frio, sim. Mas também é alguém que cresceu sob a sombra de um pai opressor, que precisa estar alerta o tempo todo e que, secretamente, não é tão imune aos sentimentos quanto gostaria.

A obsessão por Juliette está presente, claro — mas agora a vemos como algo mais complexo do que parecia à primeira vista. Ele não quer apenas controlar Juliette. Ele se vê nela. Na dor dela. Na solidão dela.

Por que esse volume é tão importante?

Essa leitura entrega mais do que um ponto de vista diferente: ela oferece camadas emocionais e conflitos internos que enriquecem a trama principal. Ver a fragilidade de Warner nos faz repensar tudo que sabíamos até agora — e antecipa os dilemas que vêm em Liberta-me, o segundo volume oficial da série.

Inclusive, ler Destrua-me antes de iniciar Liberta-me é mais do que recomendado. A transição entre os livros fica muito mais rica quando conhecemos as motivações de Warner em primeira mão.


A grande sacada de Destrua-me é nos colocar em conflito. Como continuar odiando alguém que sofre, que tem traumas reais, que está preso em um sistema corrupto e que — talvez — possa ser a chave para derrubar o Restabelecimento?

Tahereh Mafi nos mostra que personagens bem escritos não precisam ser bons ou maus. Eles precisam ser humanos. E Warner, com todas as suas falhas e contradições, é exatamente isso.

Destrua-me é uma leitura rápida, mas poderosa. Revela facetas inesperadas de um personagem que, à primeira vista, parecia malo. É uma leitura que enriquece emocionalmente a saga, quebra expectativas e te faz questionar se não está, aos poucos, caindo de amores por aquele que deveria ser o antagonista.

Você leu esse volume? Me conta: Warner te conquistou ou você ainda está no time “fuja enquanto é tempo”? 👀

Abaixo está a ordem completa da série, incluindo os contos.

  1. Estilhaça-me
  2. Destrua-me (conto 1.5)
  3. Liberta-me
  4. Fragmenta-me (conto 2.5)
  5. Incendeia-me
  6. Restaura-me
  7. Protege-me (conto 4.5)
  8. Desafia-me
  9. Revela-me (conto 5.5)
  10. Imagina-me
  11. Aceita-me (conto 6.5)
  12. Vigia-me (novo livro da série chamada Nova República, ambientada no mesmo universo)
! Os contos Destrua-me e Fragmenta-me foram lançados juntos no livro Unifica-me, enquanto Proteja-me e Revela-me estão em Decifra-me, facilitando a leitura. 
Blog Viajante Literária - Ordem completa da série Estilhaça-me



1 de set. de 2020

Resenha: Estilhaça-me - Tahereh Mafi

 

Resenha: Estilhaça-me - Tahereh Mafi

Livro: Estilhaça-me - Tahereh Mafi
Estilhaça-me - Tahereh Mafi
Estilhaça-me 1

Avaliação: ★★★☆☆ (3/5)
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2012 / Páginas: 352 / Editora: Universo dos Livros

 E se o seu toque fosse uma arma?

“Meu toque é letal. Meu toque é poder. Meu toque é maldição.”

Juliette Ferrars vive em um mundo onde não pode tocar ninguém. Seu toque, literalmente, mata. Abandonada pelos pais, desacreditada por todos, ela carrega o peso de ser considerada uma aberração desde a infância. E agora está presa em um manicômio. Há 264 dias.

Sem contato humano, sem janelas, sem esperança. Tudo que lhe resta é a própria mente — instável, confusa, mas lúcida o suficiente para não perder de vez a sanidade. E um caderno. É nele que Juliette tenta encontrar algum tipo de controle, escrevendo compulsivamente seus pensamentos, riscando palavras como se pudesse apagar seus sentimentos sombrios e sua solidão.

Isolamento, medo... e a faísca de algo novo

A rotina muda quando ela recebe um colega de cela. Adam Kent. Um garoto aparentemente calmo, gentil — mas que desperta nela algo entre o medo e a familiaridade. Ela o conhece. E aos poucos, a presença dele quebra as paredes emocionais que ela construiu. Literalmente.

O mundo lá fora está ruindo. O meio ambiente entrou em colapso, o caos domina as cidades e o chamado Restabelecimento, uma força político-militar, tomou o poder prometendo ordem, mas entregando opressão. E é para lá que Juliette será levada.

Warner: o vilão que não é só vilão

É nesse ponto que conhecemos Aaron Warner, um comandante jovem e ambicioso, com olhos intensos e uma obsessão perigosa pelos poderes de Juliette. E aqui o livro brilha.

Enquanto Adam parece seguir o padrão do mocinho típico — corajoso, protetor, previsível —, Warner surge como um antagonista magnético, complexo e cheio de camadas. Sua relação com Juliette é tensa, instigante e cheia de subtextos. É impossível ignorar o fascínio que ele exerce (inclusive em nós, leitores).

Narrativa poética e perturbadora

O maior destaque de Estilhaça-me é a escrita de Tahereh Mafi. Com um estilo visceral, quase poético, a autora mergulha profundamente nos pensamentos de Juliette. Frases riscadas, repetições, pausas, fluxo de consciência... tudo isso nos coloca dentro da cabeça de uma personagem quebrada, vulnerável, mas com uma força que ainda não sabe que possui.

A experiência de leitura pode até parecer caótica no início, mas logo se torna envolvente e única.

Apesar de a narrativa me prender completamente, confesso que o romance entre Juliette e Adam não me convenceu. Foi rápido demais, previsível e, por vezes, ofuscado pela construção mais intensa que ocorre entre ela e Warner. Talvez por isso muitos leitores acabem divididos entre #TeamAdam e #TeamWarner.

Juliette, por outro lado, é uma protagonista que evolui. Sua transformação emocional e psicológica é uma jornada que promete muito nos próximos volumes.

A trilogia virou saga, se você se apaixonar por Estilhaça-me, prepare-se: a história cresce muito depois do primeiro volume. Abaixo está a ordem completa da série, incluindo os contos.

Ordem de Leitura:

  1. Estilhaça-me
  2. Destrua-me (conto 1.5)
  3. Liberta-me
  4. Fragmenta-me (conto 2.5)
  5. Incendeia-me
  6. Restaura-me
  7. Protege-me (conto 4.5)
  8. Desafia-me
  9. Revela-me (conto 5.5)
  10. Imagina-me
  11. Aceita-me (conto 6.5)
  12. Vigia-me (novo livro da série chamada Nova República, ambientada no mesmo universo)
! Os contos Destrua-me e Fragmenta-me foram lançados juntos no livro Unifica-me, enquanto Proteja-me e Revela-me estão em Decifra-me, facilitando a leitura. 
Blog Viajante Literária - Lista dos livros Estilhaça-me

Estilhaça-me é mais do que uma distopia/fantasia adolescente com poderes especiais. É uma reflexão sobre isolamento, dor, poder e aceitação. Com uma narrativa intensa e uma protagonista marcante, Tahereh Mafi entrega um início promissor de uma saga que só melhora com o tempo.

Você já leu esse livro? Qual foi sua impressão sobre Juliette, Adam e Warner? Me conta aqui nos comentários, quero saber se você também ficou dividida entre amor e ódio por um certo “vilão”.

30 de ago. de 2020

Resenha: P.S.: Ainda Amo Você - Jenny Han

 

Resenha: P.S.: Ainda Amo Você - Jenny Han

P.S.: Ainda Amo Você - Jenny Han
Trilogia - 2

Avaliação: 2.5/5
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2016 / Páginas: 304 / Editora: Intrínseca 
Possui adaptação cinematográfica: Netflix

Quando o namoro deixa de ser encenação e o coração precisa escolher...

Se você terminou Para Todos os Garotos que Já Amei com o coração aquecido e querendo mais de Lara Jean e Peter Kavinsky, prepare-se: a sequência começa exatamente onde paramos — e agora o namoro é real.

Sim, depois de tantas idas e vindas, cartas vazadas, e uma avalanche de emoções adolescentes, Lara Jean finalmente engata um relacionamento de verdade com Peter. Só que, como toda relação na vida real, a convivência traz inseguranças, fantasmas do passado e novos desafios.

Velhos amores, novos dilemas

Se você achou que o drama das cartas tinha acabado… surpresa! Surge em cena John Ambrose, outro destinatário do passado e, agora, muito presente na vida de Lara Jean. Ele volta à cidade mais maduro, fofo, gentil — um verdadeiro cavalheiro de época — e logo se reaproxima dela. A amizade dos dois ganha destaque, e... não se engane, esse "amigo" tem potencial para abalar o coração já balançado da nossa protagonista.

Enquanto isso, Peter ainda mantém laços com sua ex, Genevieve, e isso desperta em Lara Jean sentimentos confusos, insegurança e ciúmes. Afinal, será que ele ainda tem sentimentos por ela? E será que Lara Jean conseguiria seguir em frente com outro alguém?

Família, amadurecimento e novas conexões

A dinâmica familiar continua sendo um dos pontos altos da narrativa. Margot aparece em uma visita rápida e com um novo namorado! Já Kitty continua afiada, divertida e intrometida como sempre (quem não ama?). E o pai das irmãs Covey finalmente começa a demonstrar interesse amoroso por Trina, a vizinha da frente — uma subtrama doce que adiciona um tom de esperança e novos começos.

✔️Pontos positivos:

  •  A escrita da Jenny Han continua fluida, divertida e acolhedora;
  • O dilema amoroso é bem construído e mais maduro do que no primeiro livro;
  • A presença de John Ambrose adiciona um novo frescor ao enredo;
  • A família segue sendo o coração da história — com destaque para as irmãs.

❌ Pontos negativos:

  • Josh, que teve importância no primeiro livro, praticamente desaparece — uma transição que poderia ter sido melhor trabalhada;
  • Em alguns momentos, Lara Jean parece regredir emocionalmente com inseguranças excessivas;
  • O conflito amoroso às vezes se arrasta sem muito aprofundamento.
  • TRIANGULO AMOROSO, detesto.

P.S. Ainda Amo Você é um livro sobre crescimento emocional, inseguranças e o desafio de amadurecer dentro de um relacionamento verdadeiro. Jenny Han acerta ao mostrar que o amor não é apenas sobre o encantamento inicial, mas sobre enfrentar dúvidas, escolhas e aceitar as imperfeições do outro e de si mesma.

Se você gosta de triângulos amorosos que não subestimam o leitor, vai se encantar. E sim: John Ambrose vai dividir corações por aí.

E você, #TeamPeter ou #TeamJohn? Já viveu um momento em que teve que escolher entre o conforto do conhecido e o fascínio do novo? Me conta nos comentários!

28 de ago. de 2020

Resenha: Para todos os garotos que já amei - Jenny Han


Resenha: Para todos os garotos que já amei - Jenny Han

Livro: Para todos os garotos que já amei
Para todos os garotos que já amei - Jenny Han
Trilogia - 1

Avaliação: ★★★☆☆ (3/5)
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2015 / Páginas: 320
Editora: Intrínseca 
Possui adaptação cinematográfica: Netflix

Cartas não enviadas, crushes do passado e um namoro de mentira que (é claro) vai dar ruim... ou será que não?

Lara Jean Covey é aquela típica garota que vive à sombra de si mesma. Tem 16 anos, adora organização (só que não), doces coreanos e manter seus sentimentos bem guardados, especialmente os românticos.

Criada entre irmãs, ela vive sob o exemplo da mais velha, Margot, responsável, decidida e agora prestes a começar a faculdade na Escócia. Isso deixa Lara Jean com a missão de cuidar da casa, da irmã mais nova Kitty e de tentar manter tudo sob controle, mesmo que emocionalmente esteja longe disso.

As cartas (que nunca deveriam ter sido lidas)

Lara Jean tem uma forma bem única de lidar com seus sentimentos amorosos: ela escreve cartas de despedida para cada garoto por quem já se apaixonou, cinco no total. Nelas, ela coloca tudo o que sente, como se assim pudesse encerrar aquele capítulo da sua vida. Mas essas cartas eram só para ela. Guardadas. Secretas. Até que...

Elas somem. E são misteriosamente enviadas aos seus destinatários. 

Imagina o caos? No dia seguinte, Peter Kavinsky, um dos "ex-crushes", aparece com a carta em mãos. E logo depois, Josh, o ex-namorado da sua irmã Margot (e também um dos seus antigos amores), também confronta Lara Jean com outra carta. Desesperada para sair de uma conversa constrangedora e complicada com Josh, ela faz o impensável: beija Peter. Do nada. Cena digna de novela.

Namoro fake, sentimentos reais

Para lidar com a confusão que ela mesma (involuntariamente) causou, Lara Jean e Peter decidem fingir que estão namorando: ele quer causar ciúmes na ex, Genevieve; ela quer afastar Josh. O acordo parece perfeito... até os sentimentos verdadeiros começarem a aparecer.

Aos poucos, o que começou como encenação se transforma em algo mais sincero, mais intenso, mais... real. E, claro, essa aproximação vai forçar Lara Jean a encarar tudo o que ela vem evitando: seus próprios sentimentos, inseguranças, e o medo de se machucar.

✔️Pontos positivos:

  • Leitura leve, divertida e envolvente – perfeita para uma maratona de fim de semana;
  • Protagonista carismática e real, com inseguranças e dilemas adolescentes autênticos;
  • Relações familiares muito bem exploradas (as irmãs Covey são um ponto forte!);
  • Clima fofo e nostálgico, com romance adolescente cheio de tropeços e doçura.

❌ Pontos negativos:

  • O romance é previsível, mas ainda assim gostoso de acompanhar;
  • Alguns personagens secundários poderiam ter mais desenvolvimento (Genevieve, por exemplo, tem potencial mal explorado).

Para Todos os Garotos que Já Amei é uma comédia romântica adolescente fofa, divertida e com a medida certa de drama. Ideal para quem busca um romance com coração, personagens carismáticos e lições leves sobre amor, perdão e crescimento pessoal.

Mesmo com uma trama previsível, Jenny Han acerta ao transformar pequenos dilemas adolescentes em momentos de autoconhecimento, tudo isso com muito charme.

E você, já escreveu uma carta de amor que nunca teve coragem de entregar? Ou viveria um namoro fake com o seu crush de infância? Me conta nos comentários!

Filme: Para todos os garotos que já amei

27 de ago. de 2020

Resenha: Cidades de Papel - John Green

 

Resenha: Cidades de Papel - John Green

Cidades de Papel - John Green
Livro único

Avaliação: ★★☆☆☆ (2/5)
Classificação: Infanto-juvenil + 12
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2013 / Páginas: 368
Editora: Intrínseca

 Nem tudo que brilha é Margo. Às vezes, é só papel mesmo.

“O que é uma cidade de papel?”

Essa é uma das muitas perguntas que Cidades de Papel levanta — e talvez uma das poucas que realmente vale a pena ser respondida ao final da leitura.

Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha Quentin Jacobsen (ou Q), um adolescente no último ano do ensino médio, quieto, observador e... completamente apaixonado por sua vizinha enigmática: Margo Roth Spiegelman. Para ele, Margo é tudo: um mistério a ser desvendado, uma lenda urbana viva, uma garota inalcançável.

Tudo muda quando, numa madrugada qualquer, Margo invade o quarto de Q com o rosto pintado e um plano em mãos. Juntos, embarcam numa espécie de “missão de vingança”, onde ela acerta contas com pessoas que a decepcionaram. A noite é intensa, divertida e cheia de adrenalina.

Mas no dia seguinte... Margo desaparece.

Mistério ou obsessão?

O sumiço de Margo não choca ninguém — ela já havia feito isso antes. Mas dessa vez, Q acredita que ela deixou pistas escondidas especialmente para ele. A partir daí, ele embarca numa investigação pessoal, tentando entender onde ela foi parar — e, principalmente, quem ela é de verdade.

O problema? Nem tudo são enigmas fascinantes.

O enredo que começa como uma possível grande revelação acaba se tornando arrastado. A narrativa se alonga demais, e muitas cenas parecem desconectadas ou repetitivas, o que quebra o ritmo da história.

O que há por trás de Margo?

Margo é carismática, ousada, mas também extremamente idealizada — tanto por Q quanto pela narrativa. Talvez, se o livro fosse narrado por ela, teríamos um olhar mais cru e autêntico sobre sua personalidade complexa. Como leitores, ficamos restritos à visão apaixonada (e muitas vezes iludida) de Q, o que limita nossa compreensão da protagonista.

✅ Pontos positivos:

A escrita fluida e inteligente de John Green, com toques de humor e filosofia adolescente;

As reflexões sobre identidade, imagem pública e o modo como idealizamos as pessoas;

Um início promissor e personagens secundários carismáticos (Radar e Ben são ótimos alívios cômicos).

❌ Pontos negativos:

O desenvolvimento do mistério se arrasta e perde força com o tempo;

Margo é pouco explorada, apesar de ser o centro da trama;

A conclusão pode decepcionar quem esperava um grande clímax ou revelação emocional.

Cidades de Papel fala sobre ver as pessoas como elas realmente são, não como idealizamos. Fala sobre amadurecer, frustrar expectativas e aprender que nem todo enigma precisa ser resolvido e nem toda fuga precisa de um mapa.

Apesar de uma narrativa que começa muito bem, o livro perde ritmo e força no segundo ato. Ainda assim, pode ser uma leitura válida para quem aprecia o estilo único de John Green e está disposto a mergulhar em uma história mais reflexiva do que realmente surpreendente.

E você? Já leu Cidades de Papel? Conseguiu se conectar com Margo ou achou tudo superficial demais? Quero saber o que você achou!

26 de ago. de 2020

Resenha: O Teorema Katherine - John Green

 
Resenha: O Teorema Katherine - John Green

Livro O Teorema Katherine - John Green
O Teorema Katherine - John Green
Volume único

Avaliação: ★★★★☆ (4.5/5)
Classificação: Infanto-juvenil +12
Gênero: Romance, Ficção adolescente, Literatura Estrangeira
Ano: 2014 / Páginas: 224
Editora: Intrínseca 

Não abandone este livro! Dê uma segunda chance, ou terceira, como eu fiz.

Confesso: só consegui concluir O Teorema Katherine na minha terceira tentativa. Mas ainda bem que não desisti. Embora o começo seja arrastado e o enredo pareça simples demais, John Green entrega uma história que cresce conforme a leitura avança — e que pode surpreender, sim.

Colin: o garoto dos 19 términos

A trama gira em torno de Colin Singleton, um adolescente prodígio — não confundir com “gênio”, pois essa distinção é bem importante pra ele. Ele fala vários, idiomas é obcecado por anagramas e está sempre estudando alguma coisa. E, claro, tem um padrão amoroso peculiar: ele só se apaixona por garotas chamadas Katherine. E todas (exatamente todas) terminaram com ele. A história começa logo após o fim do seu 19º relacionamento com uma Katherine, o que o joga num abismo existencial.

Uma equação sobre amores perdidos, genialidade e descobertas que não cabem nos gráficos.

Colin acabou de concluir o ensino médio e, apesar de toda a sua bagagem intelectual, sente que ainda não “fez algo grande”, não viveu de verdade. Está frustrado, sozinho e entediado da própria vida — aquela crise existencial típica de quem quer ser especial, mas se sente absolutamente comum. Nada novo no paraíso, eu diria que ele é um adolescente passando por uma crise existencial.

Uma road trip, um teorema e uma cidade no meio do nada

Na tentativa de lidar com o coração partido (e talvez encontrar o “momento eureca” da vida), Colin parte em uma viagem de carro com seu melhor amigo Hassan, um muçulmano engraçado e pé no chão que contrapõe perfeitamente o protagonista cabeça-dura.

Eles acabam parando em Gutshot, uma cidadezinha esquecida no mapa, onde o Arquiduque Francisco Ferdinando supostamente está enterrado. Lá, conhecem Lindsey, uma personagem que vai mexer nas equações emocionais de Colin.

É nesse cenário aleatório e inusitado que Colin começa a desenvolver seu ambicioso projeto: O Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines — uma fórmula matemática capaz de prever a curva de ascensão e queda de qualquer relacionamento amoroso. Loucura? Talvez. Mas é exatamente esse tipo de viagem (literal e metafórica) que dá sabor ao livro.

Reflexões além da matemática

Aos poucos, o que parecia ser apenas mais um livro sobre adolescente gênio e desilusão amorosa se revela uma história sobre autoaceitação, amadurecimento e o verdadeiro significado de deixar sua marca no mundo.

John Green, como sempre, brinca com linguagem, mescla referências históricas e literárias, e nos presenteia com muitas notas de rodapé — um recurso que pode incomodar alguns, mas que, para mim, acrescenta profundidade e curiosidade. Seus livros nunca são só entretenimento: são convites ao conhecimento.

Pontos positivos:

✔️ Estilo irreverente, leve e inteligente;

✔️ Reflexões existenciais acessíveis, sem ser clichê demais;

✔️ Muito humor (especialmente vindo de Hassan);

✔️ Notas de rodapé que instigam a curiosidade.

Pontos negativos:

❌ Início lento (muitos leitores abandonam nas primeiras páginas);

❌ Enredo parece raso se lido de forma apressada;

❌ O tal “teorema” pode parecer exagerado e um pouco forçado — mas faz parte da proposta.

O Teorema Katherine pode não ser o livro mais impactante de John Green, mas entrega personagens cativantes, uma boa dose de ironia e um toque de genialidade disfarçada em nerdice emocional. No fim, é sobre o medo de ser esquecido, sobre o desejo de ser notado, e sobre como todos, no fundo, estamos tentando entender nossos próprios padrões.

Desafio você:

Se você abandonou esse livro ou nunca deu uma chance, que tal tentar novamente? Leia até o fim do ano e depois me conta o que achou. Pode ser que, assim como Colin, você também tenha seu momento eureca.

24 de ago. de 2020

Resenha: Legend - Marie Lu


Resenha: Legend – Marie Lu | Trilogia Legend #1

Legend - Marie Lu
Trilogia Legend 1

Avaliação: ★★★★★ (5/5)
Classificação: +12
Gênero: Distopia, Ficção Científica, Jovem Adulto, Literatura Estrangeira
Ano: 2014 | Páginas: 256 | Editora: Rocco

Legend, de Marie Lu, é o primeiro volume da trilogia homônima e apresenta uma distopia eletrizante, repleta de heróis improváveis, intrigas políticas e uma crítica social afiada. Prepare-se para correr junto com Day e questionar tudo com June.

Em um futuro nada esperançoso, os Estados Unidos como conhecemos deixou de existir. Em seu lugar, surgiram dois territórios em constante conflito: a República da América — altamente militarizada — e as Colônias, tratadas como ameaça constante. A guerra entre os dois lados parece não ter fim, mas o maior inimigo talvez esteja dentro das próprias fronteiras da República.

Logo de início, somos apresentados a uma sociedade brutalmente desigual. Enquanto a elite vive com acesso a vacinas, educação de ponta e privilégios, a população pobre luta contra doenças misteriosas, zonas de quarentena e a invisibilidade. E tudo isso é “justificado” por um regime autoritário liderado pelo Primeiro Eleitor (uma espécie de Kim Jong-un distópico).

A Prova: a ilusão da meritocracia

Aos dez anos, toda criança da República deve passar pela Prova, um conjunto de testes físicos, psicológicos e acadêmicos. A pontuação define seu destino: os melhores são premiados com estudo e status (são destinados a cargos de prestigio do Estado, quanto maior a pontuação melhor a função), os que fracassam... somem. Oficialmente, vão para “campos de trabalho” — na prática, o buraco é bem mais embaixo.

Dois mundos, dois protagonistas, uma colisão inevitável

Day, do lado mais pobre da República, foi um dos que supostamente reprovou. Mas em vez de um campo de trabalho, ele acorda em um necrotério, depois de ser usado como cobaia de experimentos cruéis. Desde então, vive nas sombras, com a leal Tess, cometendo pequenos crimes para sobreviver. 

Ele é astuto, veloz, carismático — uma mistura de Robin Hood com parkour e carinha de crush literário. A República o odeia por não conseguir capturá-lo. A população o ama por ser um símbolo de resistência.

June, por outro lado, é a estrela da elite. Tirou a pontuação máxima na Prova (1500, algo raro ou quase inédito), estuda nas melhores instituições e é a queridinha do sistema. Fria, estratégica, brilhante — June é aquela personagem que parece estar sempre cinco passos à frente. Mas quando o sistema que ela jurou proteger começa a mostrar sua verdadeira face, a lealdade dela será posta à prova. E quando ela cruza o caminho de Day... prepare-se para reviravoltas.

Pontos positivos

Reviravoltas bem construídas: A trama tem ritmo rápido, surpresas impactantes e a autora sabe como conduzir a tensão sem perder o leitor.

Protagonistas marcantes: Tanto Day quanto June são carismáticos, complexos e cheios de nuances. É fácil se apegar.

Crítica social eficiente: O livro não economiza nas reflexões sobre desigualdade, controle do Estado, manipulação e injustiça.

Série que empolga: Se o primeiro livro já fisga, os próximos volumes continuam elevando o nível da narrativa.

Pontos negativos

Vilões pouco aprofundados: Alguns antagonistas parecem mais um estereótipo de “vilão do sistema” do que personagens de fato desenvolvidos.

Romance um pouco apressado: A relação entre os protagonistas poderia ter tido uma construção mais lenta e realista.

Algumas cenas inverossímeis: Nada que estrague a experiência, mas certos momentos exigem suspensão de descrença.

Legend é uma distopia jovem adulta que mistura ação, romance, intriga política e crítica social com maestria. Se você curte histórias que te prendem do início ao fim, personagens com propósito e mundos opressores que refletem a nossa realidade, essa leitura é um prato cheio. Foi a melhor distopia que li em 2018 e, sinceramente, continua entre as minhas favoritas.

E você? Já leu Legend? Concorda comigo ou teve outra experiência? Vamos trocar ideias nos comentários!

Indicação especial para fãs de Jogos Vorazes, Divergente e Estilhaça-me.

21 de ago. de 2020

Resenha Express: Princesa de Papel - Erin Watt

Resenha Princesa de Papel | Viajante Literária

Princesa de Papel - Erin Watt
The Royaks 1

Avaliação: ★☆☆☆☆ (1/5)
Classificação: Adulto +18
Gênero: Romance, Ficção, Literatura Estrangeira
Ano: 2017 / Páginas: 300
Editora: Planeta

Uma garota e cinco rapazes lindos de morrer, por um deles ela irá se apaixonar. 

Expectativas em ruínas, clichês à flor da pele... mas ainda há o que discutir.

Logo de cara, Princesa de Papel parece prometer aquilo que muitos leitores de romance YA adoram: uma garota forte em meio a cinco rapazes lindos e problemáticos, com a inevitável fagulha de romance surgindo entre ela e um deles. Uma trama que grita “clichê”, mas que, vamos ser sinceros, ainda assim consegue despertar nossa curiosidade.

Comecei a leitura empolgada, esperando descobrir mais sobre Ella, a protagonista. Ela é apresentada como alguém determinada, com um passado doloroso: perdeu a mãe para uma doença, e após a morte do pai, encontra-se sozinha no mundo. Para evitar os abrigos e o sistema de adoção, Ella enfrenta a vida de cabeça erguida, trabalhando, escondendo-se, resistindo. Essa força inicial me fez gostar dela logo de cara.

Porém, quando Ella passa a viver na luxuosa mansão dos Royals — sob a tutela de Callum Royal, o melhor amigo de seu falecido pai — algo começa a se perder. Ela ainda tem lampejos de coragem e resistência, mas aos poucos suas atitudes parecem moldadas mais pelo ambiente tóxico ao seu redor do que por sua essência. Os cinco filhos de Callum, especialmente Reed Royal (o interesse romântico), vivem entre provocações, arrogância e segredos. O relacionamento que se forma ali... sinceramente? Me pareceu forçado, rápido demais, e, principalmente, previsível.

Tive altas expectativas para o romance, esperava tensão, evolução emocional, conflitos bem construídos. Em vez disso, me vi acompanhando um roteiro que já conhecia de outros livros do gênero, sem grandes surpresas. O final, então, foi uma confusão que mais causou frustração do que vontade de saber o que vem a seguir.

Não recomendo, não pretendo continuar a série.

Agora eu quero saber de vocês! O que acharam de Princesa de Papel?

Será que deixei passar algum detalhe importante que fez a diferença pra você?

Comenta aqui embaixo, adoro trocar impressões e descobrir outros olhares sobre a mesma história.

19 de ago. de 2020

Seja muito bem-vindo ao blog Viajante Literária!

 Olá, caro leitor, escritora, editor ou apaixonado por histórias,

Se você chegou até aqui, é porque carrega consigo o amor pelas palavras — e isso já diz muito. Este espaço foi feito para você. Aqui, você pode compartilhar suas ideias, trocar experiências, divulgar suas obras e fanarts, encontrar outras pessoas que também vivem entre capítulos e vírgulas... e, quem sabe, até se tornar parte ativa da nossa comunidade como colaborador(a)!

Este é um refúgio para quem enxerga nos livros um passaporte para outras realidades. Porque ser leitor é viver múltiplas vidas. É amar personagens como se fossem reais. É rir sozinho em silêncio ou chorar alto no meio da madrugada. É sentir raiva, medo, compaixão, vergonha, êxtase — tudo isso virando página por página.

Ser leitor é um privilégio. Uma dádiva. E quem entende essa linguagem silenciosa sabe o quanto ela transforma.

Por isso, para manter esse espaço harmonioso e acolhedor para todos, peço apenas uma coisa: respeito mútuo. Abaixo, estão algumas regras simples de convivência, que nos ajudam a preservar esse cantinho literário tão especial.

📌 Regras de Convivência da Comunidade Viajante Literária

✅ Ao publicar um SPOILER, indique claramente;

✅ Indicações de livros, autores, booktubers, instabooks e blogs são sempre bem-vindas;

✅ É permitido o compartilhamento de arquivos em PDF, EPUB, MOBI e imagens relacionadas ao universo literário desde de que seja autorizado pelo autor ou editora;

🚫 Proibido o envio de qualquer conteúdo com teor pornográfico;

🚫 Não toleramos bullying, preconceito, racismo ou qualquer tipo de ofensa a membros;

🚫 Links suspeitos, com vírus ou sem explicação prévia não serão aceitos;

🚫 Anúncios de vendas que não estejam diretamente ligados ao universo dos livros estão vetados.

Obrigada por fazer parte deste universo.

Com carinho,

Mayara Kelly — Viajante Literária ✨

9 de jun. de 2020

Resenha: Corte de Asas e Ruína Sarah J. Maas

Corte de Asas e Ruína – Sarah J. Maas

Corte de Espinhos e Rosas (livro 3)
Avaliação: ★★★☆☆ (3/5)
Classificação: Adulto +18
Gênero: Fantasia, Romance, Alta Ficção
Ano: 2017 / Páginas: 687
Editora: Galera Record

Até onde você iria para proteger sua casa, sua família e o amor da sua vida?

Neste terceiro volume, a guerra contra Hybern domina a narrativa. Com o poderoso Calderão em mãos, o inimigo ameaça destruir Prythian, e Feyre retorna à Corte Primaveril infiltrada, fingindo lealdade a Tamlin para reunir informações.

 A estrutura do livro é marcada por um início mais lento e político, seguido por um clímax explosivo que envolve alianças improváveis, traições e batalhas épicas. Apesar de ser uma trama grandiosa, muitos leitores consideram que os primeiros 30 capítulos arrastam um pouco antes do ritmo engrenar.

Narrado em primeira pessoa por Feyre, o livro aprofunda a visão íntima da protagonista sobre a guerra, seus medos e suas esperanças. A escolha reforça a ligação emocional com o leitor, mas também limita a amplitude da narrativa em algumas batalhas.

 Universo e Ambientação

A autora expande Prythian, mostrando diferentes Cortes e como cada uma reage à ameaça de Hybern. O contraste entre a beleza de Velaris e a brutalidade da guerra fortalece a atmosfera. As descrições das batalhas são intensas, ainda que às vezes confusas pelo excesso de elementos acontecendo ao mesmo tempo.

Personagens

Feyre, agora Grã-Senhora, assume papel ativo como estrategista e guerreira, amadurecendo ao enfrentar dilemas políticos e emocionais. Rhysand continua sendo o parceiro devoto e comandante carismático, disposto a qualquer sacrifício por sua família escolhida.

Nesta e Elain, transformadas pelo Calderão, revelam novos poderes e dilemas pessoais, ganhando relevância no enredo.

Lucien deixa a Corte Primaveril e prova sua lealdade em momentos cruciais. Azriel e Cassian, guerreiros illyrianos que representam força, honra e laços fraternos. Amren, peça-chave na decifração de feitiços e mistérios do Calderão.

A caracterização é consistente, embora alguns personagens coadjuvantes ganhem menos profundidade diante da grandiosidade do conflito.

Temas e Mensagens

O livro aborda temas como: o peso do poder e da liderança, sacrifício em nome da família e do povo, o impacto da guerra nas relações pessoais, perdão, confiança e lealdade. A obra transmite uma mensagem de que coragem não significa ausência de medo, mas a escolha de lutar apesar dele.

Estilo de Escrita

Sarah J. Maas mantém seu estilo envolvente, repleto de metáforas, diálogos intensos e ritmo emocional. No entanto, o excesso de descrições nas primeiras partes torna a narrativa um pouco cansativa. O clímax, por outro lado, é dinâmico e cinematográfico.

Emoções e Impacto

O impacto emocional é grande, especialmente nas cenas finais, que misturam sacrifício, perdas e vitórias. O livro provoca lágrimas, tensão e esperança, mas também frustração em alguns trechos longos que poderiam ser mais diretos.

Veredito!

Apesar de ser grandioso e emocionante, Corte de Asas e Ruína não foi meu favorito. O início arrastado me cansou, mesmo que o desfecho tenha compensado com batalhas épicas e revelações impactantes. Chorei, vibrei e desejei estar em Velaris, mas também senti que a narrativa poderia ter sido mais equilibrada. Ainda assim, é um fechamento épico para a primeira fase da saga, e essencial para quem ama os personagens.

Corte de Asas e Ruína é um livro épico, deixando cicatrizes emocionais no leitor. Não é perfeito, mas entrega emoção, romance e guerra em escala grandiosa.

Voltado para leitores de fantasia romântica que já estão envolvidos com a saga. O objetivo é entregar a grande guerra prometida desde o início e consolidar os personagens principais. Cumpre esse papel, embora não agrade a quem espera ritmo consistente.

Com a leitura finalizada desejei poder entrar nesse mundo e nunca mais sair. Gostaria de ter amigos que pudesse o chamar de família, um parceiro como Rhys, um lugar maravilhoso como Velaris para passar a eternidade. Queria ter o que Feyre conquistou em sua jornada mesmo as partes ruins, porque sei que no final valeria a pena.

Só espero não entrar em outra ressaca literária…


28 de mai. de 2020

Resenha: O Rei Perverso - Holly Black

O Rei Perverso - Holly Black

O Povo do Ar 2
Avaliação: ★★★★☆ (4/5)
Classificação: Jovem Adulto
Gênero: Fantasia, Romance, Intriga Política
Ano: 2019 / Páginas: 322
Editora: Galera Record

Todo mundo pode trair todo mundo.” – a frase que ecoa como um aviso e guia a sequência sombria, traiçoeira e fascinante da trilogia O Povo do Ar.

Após os eventos de O Príncipe Cruel, Jude Duarte continua com seu plano ousado: manter Cardan no trono de Elfhame, manipulando-o quando necessário, até que Oak esteja pronto para governar. Porém, novas ameaças surgem.

A rainha da Corte Submarina exige que Cardan se case com sua filha, Nicasia, para firmar uma aliança política. Recusá-la pode significar a guerra e a destruição de Elfhame. Entre conspirações, jogos de poder e traições inesperadas, Jude se vê capturada e humilhada como prisioneira da Corte Submarina.

Narrado em primeira pessoa por Jude, o leitor acompanha seus dilemas internos, sua sede por poder e suas inseguranças. Essa perspectiva intensifica a tensão e torna as traições ainda mais impactantes.

Universo e Ambientação

O universo feérico criado por Holly Black continua fascinante, com destaque para a Corte Submarina, descrita como um ambiente hostil, misterioso e sufocante. Essa ambientação reforça a sensação de perigo e instabilidade política que domina a trama.

Personagens

Jude Duarte continua sendo uma protagonista determinada e astuta, mas que agora enfrenta as consequências de seus próprios jogos políticos. Sua vulnerabilidade no cativeiro mostra um lado humano que contrasta com sua frieza calculista.

Cardan Greenbriar evolui significativamente neste volume. O rei antes despreocupado começa a mostrar sinais de maturidade, mesmo mantendo sua natureza enigmática e provocadora.

Madoc: estrategista implacável, mantém suas próprias ambições e manipulações, colocando Jude em dilemas difíceis.

Nicasia: filha da rainha do mar, rival de Jude e peça-chave na intriga política.

Oak: ainda jovem, mas símbolo de esperança para o futuro do trono.

O livro explora poder, manipulação, confiança, traição e a tênue linha entre amor e ódio. A frase “todo mundo pode trair todo mundo” é praticamente o manifesto da narrativa, mostrando que em Elfhame não existe lealdade absoluta.

Estilo de Escrita

Holly Black mantém sua prosa afiada, sombria e envolvente, com capítulos que terminam em suspense, deixando o leitor ansioso pelo próximo passo. O ritmo é dinâmico, com reviravoltas bem dosadas.

A leitura desperta indignação, surpresa e até frustração diante das escolhas dos personagens. O relacionamento entre Jude e Cardan é carregado de tensão: ódio, paixão e desejo se entrelaçam, criando uma química viciante.

Embora utilize elementos típicos da fantasia de corte e intriga política, Holly Black se destaca por criar um romance político-feérico singular, onde os protagonistas estão sempre divididos entre trair ou confiar.

A resenha original já trouxe uma boa comparação: o cativeiro de Jude lembra Mare em A Prisão do Rei (A Rainha Vermelha #2). Essa semelhança reforça a universalidade do tema da traição e da humilhação como virada dramática em narrativas de fantasia YA.

Público-Alvo e Propósito

Indicado para leitores que gostam de fantasia política com romance, intrigas, traições e protagonistas moralmente ambíguos. O propósito é entreter, mas também provocar reflexões sobre poder e confiança.

VERDITO

O Rei Perverso mantém o nível intenso da série, com uma narrativa cheia de reviravoltas e traições que deixam o leitor preso até a última página. O desenvolvimento de Cardan foi um dos pontos mais surpreendentes, assim como a construção da relação com Jude — cheia de contradições e emoção.

O ponto alto, para mim, foi o final impactante, que me deixou indignada, mas ao mesmo tempo ansiosa pelo próximo volume. O lado negativo é que algumas situações se resolvem rápido demais, sem a profundidade que poderiam ter.

Ainda assim, Holly Black mostra mais uma vez que domina a arte da surpresa e da intriga.

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